Uma pesquisa na França mostrou que meninos e meninas têm desempenho semelhante em matemática no início do primeiro ano escolar, mas após quatro meses, os meninos começam a se destacar. Após um ano, essa diferença aumenta. O estudo, publicado na revista Nature, sugere que fatores ambientais, e não biológicos, são a causa dessa disparidade. Os pesquisadores analisaram quase três milhões de crianças de cinco a sete anos e descobriram que a diferença aparece em todos os grupos socioeconômicos e regiões do país. Eles recomendam estratégias para ajudar as meninas, como reduzir a ansiedade em relação à matemática e incentivá-las a participar mais das aulas. A pesquisa também indica que a diferença de desempenho não está ligada à idade, mas ao início da educação formal, já que crianças que começam a escola em meses diferentes apresentam resultados distintos.
Uma nova pesquisa realizada na França revela que a diferença de desempenho em matemática entre meninos e meninas se manifesta já no primeiro ano escolar. O estudo, publicado na revista *Nature*, indica que fatores ambientais, e não biológicos, são responsáveis por essa disparidade.
Os dados mostram que, no início do primeiro ano, meninos e meninas apresentam resultados semelhantes em matemática. No entanto, após apenas quatro meses, os meninos começam a se destacar. Após um ano, essa diferença se torna ainda mais acentuada. A psicóloga Jillian Lauer, da Universidade de Cambridge, afirma que as desigualdades de gênero no desempenho matemático infantil não são inevitáveis.
Os autores da pesquisa sugerem várias estratégias para mitigar essa diferença. Entre as recomendações estão: oferecer suporte para reduzir a ansiedade em relação à matemática, incentivar a participação das meninas nas aulas e promover a curiosidade e a resolução de problemas fora da sala de aula. A neurocientista Pauline Martinot, uma das autoras do estudo, destaca que é eticamente inaceitável ignorar esses resultados.
Dados da Pesquisa
O estudo abrangeu quase três milhões de crianças de cinco a sete anos que começaram a escola entre 2018 e 2021. Os pesquisadores observaram que a diferença de desempenho se manifestou em todas as coortes, grupos socioeconômicos e regiões da França. O economista Andrew Simon, da Universidade da Virgínia, enfatiza que as políticas para reduzir essa lacuna devem ser abrangentes, atingindo todos os grupos.
A pesquisa também revela que a diferença de desempenho não está relacionada à idade, mas sim ao início da educação formal. Ao comparar crianças nascidas em dias próximos, os pesquisadores notaram que a disparidade surge entre aquelas que começam a escola no mesmo ano, mas em meses diferentes. Isso sugere que as experiências escolares têm um impacto significativo no desenvolvimento das habilidades matemáticas.
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