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Ozempic apresenta resultados de perda de peso inferiores aos de estudos clínicos

Estudo revela que semaglutida e tirzepatida têm eficácia limitada na prática clínica, com alta descontinuação e baixas dosagens.

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Um estudo da Cleveland Clinic mostrou que a semaglutida e a tirzepatida, usados para tratar diabetes tipo 2 e ajudar na perda de peso, têm eficácia menor na prática do que em ensaios clínicos. A pesquisa, publicada na revista Obesity Journal, analisou 7.881 pacientes com obesidade grave e descobriu que mais de 20% pararam o tratamento cedo e 32% o interromperam mais tarde. Além disso, mais de 80% estavam usando doses baixas. Aqueles que pararam o tratamento cedo perderam, em média, 3,6% do peso, enquanto os que mantiveram o tratamento perderam 11,9%. Pacientes que usaram doses mais altas perderam até 18%. Os principais motivos para a interrupção foram custo, cobertura de seguro e efeitos colaterais. Entre os pacientes com pré-diabetes que não pararam, 67,9% conseguiram normalizar os níveis de açúcar no sangue. Os pesquisadores continuam a investigar por que os pacientes descontinuam o uso dos medicamentos.

A semaglutida e a tirzepatida, medicamentos injetáveis para diabetes tipo 2 e controle de peso, apresentam eficácia reduzida no mundo real, segundo um estudo da Cleveland Clinic. Publicado na revista Obesity Journal, o estudo revela que a alta taxa de descontinuação e as baixas dosagens de manutenção impactam negativamente a perda de peso e o controle glicêmico.

Os pesquisadores analisaram dados de 7.881 pacientes adultos com índice de massa corporal (IMC) médio superior a 39, classificados como obesidade grave. Entre eles, 1.320 tinham pré-diabetes. Os participantes iniciaram o tratamento entre 2021 e 2023, e o acompanhamento se estendeu até dezembro de 2024. Mais de 20% dos pacientes interromperam o tratamento precocemente, enquanto 32% o fizeram tardiamente. Além disso, mais de 80% estavam em baixas doses de manutenção.

Os resultados mostraram que a redução média de peso foi de 3,6% para aqueles que interromperam o tratamento precocemente, em comparação com 6,8% para os que pararam tardiamente. Aqueles que mantiveram o tratamento perderam, em média, 11,9% do peso corporal. Pacientes em altas doses de manutenção perderam 13,7% com semaglutida e 18% com tirzepatida.

Hamlet Gasoyan, principal autor do estudo, destacou que a descontinuação do tratamento afeta negativamente os resultados. Os motivos mais comuns para a interrupção incluem custo, cobertura de seguro e efeitos colaterais. O estudo também observou que, entre os pacientes com pré-diabetes, 67,9% que não interromperam o tratamento alcançaram níveis normais de açúcar no sangue.

Os pesquisadores continuam a investigar os padrões de uso e as razões para a descontinuação dos medicamentos, buscando entender melhor como os pacientes gerenciam seu peso após interromper o tratamento. As descobertas podem influenciar as decisões de profissionais de saúde sobre a dosagem e a continuidade do tratamento.

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