Em 2024, cerca de 138 milhões de crianças ainda estão trabalhando, segundo um relatório da Organização Internacional do Trabalho e do Unicef. Desses, 54 milhões estão em situações perigosas, como em minas. Apesar de uma queda significativa desde 2000, quando eram 246 milhões, a erradicação do trabalho infantil ainda pode levar centenas de anos se nada mudar. O diretor da OIT, Gilbert F. Houngbo, destacou que as crianças devem estar na escola e não trabalhando. O relatório pede soluções políticas que considerem as dificuldades que as famílias enfrentam, pois muitas crianças não conseguem acessar a educação, o que mantém o ciclo de pobreza.
Quase 138 milhões de crianças ainda estão em situação de trabalho infantil em 2024, conforme relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Fundo da ONU para a Infância (Unicef), divulgado em 11 de outubro. O estudo revela que, no ritmo atual, a erradicação do trabalho infantil pode levar centenas de anos. A meta de eliminação total foi estabelecida em 2015, com a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Dentre as crianças afetadas, 54 milhões estão em condições perigosas, como em minas e ambientes insalubres. Esse número representa 7,3% da população mundial entre 5 e 17 anos. O relatório, publicado a cada quatro anos, destaca que, embora o número de crianças em trabalho infantil tenha caído de 246 milhões em 2000 para 137,6 milhões no ano passado, ainda há um longo caminho a percorrer.
Gilbert F. Houngbo, diretor-geral da OIT, afirmou que as conclusões do relatório oferecem esperança, mas enfatizou que as crianças devem estar na escola, não trabalhando. O documento ressalta que o fim do trabalho infantil depende de entender as condições que levam as famílias a permitir que seus filhos participem de atividades econômicas. Muitas dessas crianças enfrentam dificuldades para acessar a educação, perpetuando um ciclo de pobreza.
Necessidade de Soluções Integradas
A OIT e o Unicef pedem soluções políticas integradas que atuem em todos os setores governamentais. Essas soluções devem abordar o problema sob uma perspectiva educacional, econômica e social. O relatório reforça que a erradicação do trabalho infantil não será alcançada sem considerar as realidades que as famílias enfrentam.
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