A família de Lidiane Vieira Frazão, que morreu de Covid-19 após dar à luz no Rio de Janeiro, processou o Estado brasileiro por negligência e erro médico. Este é o primeiro caso judicial no Brasil relacionado à mortalidade materna por Covid-19. Lidiane, de 35 anos, procurou atendimento médico durante a gravidez, mas seus sintomas foram ignorados. Após o parto, ela foi liberada do hospital mesmo com dificuldades respiratórias e não foi testada para Covid-19. Ao retornar ao hospital, esperou 10 horas para receber oxigênio, entrou em coma e faleceu 22 dias depois. A ação é contra a Prefeitura do Rio, que alegou que os eventos ocorreram sob uma gestão anterior. A mãe de Lidiane afirmou que a filha foi maltratada e que o atendimento poderia ter sido diferente se ela fosse branca. A antropóloga Débora Diniz, que estuda a mortalidade materna por Covid-19, destacou que a falta de políticas para gestantes foi agravada pelo negacionismo do governo anterior. A família busca indenização e reconhecimento da responsabilidade do Estado pela morte de Lidiane, ressaltando a desigualdade racial no atendimento médico.
A família de Lidiane Vieira Frazão, que faleceu de Covid-19 dias após dar à luz no Rio de Janeiro, processou o Estado brasileiro por negligência e erro médico. O caso é considerado o primeiro processo judicial no Brasil relacionado à mortalidade materna por Covid-19.
Lidiane, de 35 anos, buscou atendimento médico durante a gestação, mas teve seus sintomas ignorados. Após dar à luz, ela foi liberada do hospital mesmo apresentando dificuldades respiratórias. A família relata que Lidiane não foi testada para Covid-19 e, após retornar ao hospital, esperou 10 horas para receber oxigênio. Ela entrou em coma e faleceu 22 dias após o parto.
A ação judicial é movida contra a Prefeitura do Rio, que administra os hospitais onde Lidiane foi atendida. A Prefeitura afirmou que os fatos ocorreram sob gestão anterior e que as equipes já foram substituídas. A mãe de Lidiane, Eny, destacou que a filha foi maltratada no hospital e que, se fosse branca, o atendimento poderia ter sido diferente.
A antropóloga Débora Diniz, que coordena um grupo de pesquisa sobre mortalidade materna por Covid-19, aponta que o negacionismo do governo anterior contribuiu para a falta de políticas específicas para gestantes. A ação judicial busca indenização e reconhecimento da responsabilidade do Estado pela morte de Lidiane.
A irmã de Lidiane, Érika, relembrou que a irmã chegou ao hospital com falta de ar, mas os médicos descartaram os sintomas como ansiedade. Para a família, houve um componente racial no atendimento, evidenciando a desigualdade enfrentada por mulheres negras no sistema de saúde.
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