Um novo estudo indica que andar de bicicleta regularmente pode diminuir o risco de demência, especialmente em adultos de meia-idade e idosos. Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong, na China, e da Universidade de Sydney, na Austrália, analisaram dados de cerca de meio milhão de pessoas com idade média de 56 anos. Os resultados mostraram que os ciclistas têm 19% menos chances de desenvolver demência, 22% menos risco de Alzheimer e 40% menos risco de demência de início precoce. Além disso, os ciclistas apresentaram um maior volume do hipocampo, que é importante para a memória. O estudo sugere que incentivar o uso da bicicleta pode trazer benefícios para a saúde pública, embora não prove uma relação direta de causa e efeito. Os pesquisadores também observaram que os benefícios do ciclismo são menores em pessoas com a variante genética APOE4, que está ligada a um maior risco de Alzheimer. A demência é uma condição que afeta milhões de pessoas e o número de casos deve aumentar significativamente nos próximos anos.
Andar de bicicleta regularmente pode reduzir significativamente o risco de demência, segundo um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong, na China, e da Universidade de Sydney, na Austrália. Publicado na revista JAMA Network Open, o estudo destaca a importância da atividade física na saúde cognitiva de adultos de meia-idade e idosos.
Os pesquisadores analisaram dados de saúde pública do Reino Unido, acompanhando cerca de meio milhão de pessoas com idade média de 56 anos. Eles classificaram os meios de transporte em quatro categorias: não ativos (carro e transporte público), caminhada, caminhada combinada com transporte não ativo e ciclismo. Os ciclistas apresentaram 19% menos risco de desenvolver demência, 22% menos risco de Alzheimer e 40% menos risco de demência de início precoce.
Os autores do estudo afirmam que a promoção de estratégias de transporte ativo, especialmente o ciclismo, pode trazer benefícios significativos para a saúde pública. Além disso, os ciclistas mostraram maior volume do hipocampo, uma área crucial para a memória. As análises de neuroimagem revelaram associações positivas entre o ciclismo e o volume de matéria cinzenta em várias regiões do cérebro.
Embora o estudo tenha considerado variáveis como idade e nível educacional, ele não estabelece uma relação de causa e efeito direta. Os pesquisadores também notaram que os benefícios do ciclismo foram menores entre indivíduos com a variante genética APOE4, associada a um maior risco de Alzheimer. A demência, que afeta milhões de pessoas, é uma das principais causas de dependência entre os idosos, com o número de casos previsto para aumentar de 55 milhões em 2019 para 139 milhões até 2050.
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