Um vídeo recente de Uganda mostra como várias espécies de predadores interagem com morcegos, o que pode ajudar na transmissão de vírus perigosos, como o de Marburgo. O biólogo Bosco Atukwatse, que trabalha no Kyambura Lion Project, gravou essas interações na Caverna da Píton, no Parque Nacional Queen Elizabeth, onde vivem cerca de 50 mil morcegos frugívoros. As câmeras instaladas em fevereiro de 2023 capturaram não apenas leopardos e hienas-malhadas, mas também 13 outras espécies, como genetos-malhados e civetas africanas, que frequentemente se alimentam dos morcegos. Essas interações são importantes porque os morcegos podem carregar doenças. O epidemiologista Jonathan Epstein comentou que observar essas interações ajuda a entender como os vírus podem ser transmitidos entre diferentes espécies. Embora o vírus de Marburgo não precise de um hospedeiro intermediário, outros vírus podem ser transmitidos de morcegos para predadores e, depois, para humanos. Chris Walzer, da Wildlife Conservation Society, destacou que a troca de vírus entre espécies é comum nas florestas, onde muitos vírus estão sendo compartilhados. Essa pesquisa sugere que o contato entre morcegos e predadores pode ser um fator importante na disseminação de vírus, especialmente entre primatas, como os babuínos. O estudo ainda não foi revisado por pares, mas traz novas ideias sobre a dinâmica ecológica e os riscos de saúde pública relacionados ao transbordamento zoonótico.
Um novo vídeo filmado em Uganda revela interações entre diversas espécies de predadores e morcegos, destacando como esses encontros podem facilitar a transmissão de vírus letais, como o de Marburgo. O material foi registrado na Caverna da Píton, localizada no Parque Nacional Queen Elizabeth, onde vivem até 50 mil morcegos frugívoros egípcios.
O biólogo Bosco Atukwatse, do Kyambura Lion Project, instalou câmeras solares na caverna em fevereiro de 2023 para estudar leopardos e hienas-malhadas. No entanto, as gravações mostraram 13 outras espécies de predadores, incluindo genetos-malhados e civetas africanas, interagindo com os morcegos. Atukwatse observou que esses animais frequentemente se alimentavam dos morcegos, o que representa uma “refeição gratuita” para eles.
Essas interações são significativas, pois os morcegos são conhecidos por serem reservatórios de doenças infecciosas. Jonathan Epstein, epidemiologista especializado em zoonoses, destacou que a observação direta dessas interações ajuda a entender como os vírus podem ser transmitidos entre espécies. Embora o vírus de Marburgo não necessite de um hospedeiro intermediário, outros vírus podem seguir esse caminho, passando de morcegos para predadores e, posteriormente, para humanos.
Chris Walzer, da Wildlife Conservation Society, enfatizou que a troca de patógenos entre as espécies é comum na floresta, onde “centenas de milhares de vírus” estão sendo compartilhados. Ele ressaltou que essas interações contribuem para a troca viral, um fenômeno que ocorre há milênios. A pesquisa sugere que o contato entre morcegos e predadores pode ser um fator crucial na disseminação de vírus, especialmente entre primatas, como os babuínos, que são suscetíveis a infecções virais.
O estudo, ainda não revisado por pares, abre novas perspectivas sobre a dinâmica ecológica e os riscos de saúde pública associados ao transbordamento zoonótico.
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