O Projeto GBB, que é uma parceria entre o ICMBio e o ITV DS, trabalha para proteger a biodiversidade do Brasil usando a genômica. Em 2023, o projeto começou a sequenciar os genomas de 80 espécies ameaçadas, tendo já completado 23 delas. Também começou a usar DNA ambiental para monitorar a biodiversidade em áreas de conservação. O sequenciamento de DNA ajuda a identificar as espécies e a entender melhor suas populações. O projeto, que tem um investimento total de 25 milhões de dólares até 2027, inclui espécies como a onça-pintada e o peixe-boi-da-Amazônia. A coordenadora técnica, Amely Martins, afirma que os genomas de alta qualidade ajudarão em estudos sobre essas espécies. Além disso, o uso de DNA ambiental permite detectar vestígios de DNA em solo, água e ar, ajudando a monitorar as mudanças na biodiversidade. O GBB já capacitou 289 cientistas de mais de cem instituições e concedeu 75 bolsas de pesquisa, fortalecendo a ciência e a conservação no Brasil.
O Projeto GBB, uma parceria entre o ICMBio e o ITV DS, tem como objetivo a conservação da biodiversidade brasileira através da genômica. Em 2023, o projeto começou a sequenciar genomas de referência de 80 espécies ameaçadas, com 23 já concluídas. Além disso, iniciou o uso de DNA ambiental para monitorar a biodiversidade em unidades de conservação.
O sequenciamento de DNA é realizado em laboratório e fornece informações cruciais sobre a identidade das espécies. O GBB, que investe em tecnologia e capacitação, busca criar um mapa genético para as espécies ameaçadas. A lista inclui animais como a onça-pintada e o peixe-boi-da-Amazônia, todos sob risco de extinção. O investimento total do projeto é de 25 milhões de dólares, com ações previstas até 2027.
A coordenadora técnica do GBB, Amely Martins, destaca que os genomas de alta qualidade servirão como guias para estudos sobre as espécies. Esses dados podem revelar a demografia histórica das populações e ajudar a identificar grupos geneticamente isolados. O projeto também se baseia em consultas a especialistas para priorizar as espécies a serem estudadas.
Monitoramento com DNA Ambiental
Outro aspecto importante do GBB é o uso de DNA ambiental (eDNA), que permite a detecção de vestígios de DNA em amostras de solo, água e ar. Essa técnica não invasiva possibilita monitorar a riqueza de espécies em ambientes, identificando mudanças na biodiversidade ao longo do tempo. O uso do eDNA já começou em duas unidades de conservação e será expandido em 2025.
O GBB representa um avanço significativo na genômica da biodiversidade no Brasil, promovendo a capacitação de 289 cientistas de mais de cem instituições. Desde seu início, o projeto já concedeu 75 bolsas de pesquisa e realizou eventos de capacitação, fortalecendo a ciência nacional e a conservação. A iniciativa é vista como um legado importante para a preservação da biodiversidade brasileira.
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