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Cidades adotam florestas verticais para revitalizar espaços urbanos e melhorar a qualidade de vida

Bosco Verticale celebra uma década de impacto, enquanto novas florestas verticais surgem em cidades como Cairo e Cancún.

Dez anos depois da criação da primeira floresta vertical, ela continua inspirando outras construções – e promovendo a saúde e a felicidade de moradores (Foto: Eindhoven, Holanda/Stefano Boeri Architetti)
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Em 2023, o Bosco Verticale, criado pelo arquiteto Stefano Boeri em Milão, completa 10 anos. Esse projeto, que mistura natureza e arquitetura, inspirou a construção de florestas verticais em várias cidades, como Cairo e Cancún. A ideia surgiu em 2007, quando Boeri percebeu que arranha-céus em Dubai causavam muito calor. Ele então decidiu criar torres com plantas em uma área degradada de Milão, ajudando a resfriar o ambiente. Para comemorar a data, foi lançado o livro “Bosco Verticale: Morphology of a Vertical Forest”, que mostra a importância do projeto. Desde sua inauguração, outras cidades têm adotado ideias semelhantes, como a Floresta Vertical Trudo em Eindhoven. Estudos mostram que ter plantas nas cidades pode ajudar a reduzir problemas de saúde mental. Boeri acredita que as florestas verticais são mais que prédios; elas representam uma forma de trazer a natureza de volta aos centros urbanos. O Bosco Verticale, com suas plantas e painéis solares, simboliza um futuro onde natureza e arquitetura vivem juntas.

Em 2023, o projeto Bosco Verticale, idealizado pelo arquiteto italiano Stefano Boeri, completa 10 anos. Localizado em Milão, essa inovadora “floresta vertical” combina natureza e arquitetura, promovendo benefícios ambientais significativos. O projeto inspirou a criação de novas florestas verticais em cidades como Cairo e Cancún.

A ideia surgiu em 2007, quando Boeri observou a construção de arranha-céus em Dubai, que geravam calor excessivo. Ele decidiu criar torres cobertas de vegetação em uma área degradada de Milão, promovendo um ambiente mais fresco e saudável. As plantas, cuidadas por “jardineiros voadores”, resfriam a temperatura em até 3ºC e filtram a luz solar.

Para celebrar a data, o escritório de Boeri lançou o livro Bosco Verticale: Morphology of a Vertical Forest, que explora a interseção entre natureza e arquitetura. A obra inclui ensaios de especialistas e imagens do fotógrafo Iwan Baan, destacando a evolução do projeto e sua importância na conscientização ambiental.

Impacto e Expansão

Desde a inauguração do Bosco Verticale, diversas cidades ao redor do mundo começaram a adotar conceitos semelhantes. Projetos como a Floresta Vertical Trudo em Eindhoven e os Jardins Secretos em Montpellier demonstram a viabilidade econômica e social das florestas verticais. A primeira floresta vertical da África está prevista para ser inaugurada no Cairo ainda este ano.

Estudos recentes indicam que a presença de vegetação em ambientes urbanos pode reduzir a ansiedade e a depressão. A biofilia, conceito que integra natureza e arquitetura, está se tornando uma tendência em projetos de saúde, como o novo Hospital Policlínico de Milão, que contará com um telhado verde de 7 mil metros quadrados.

Boeri enfatiza que as florestas verticais não são apenas estruturas habitacionais, mas sim um manifesto político que defende a reintegração da natureza nos espaços urbanos. O Bosco Verticale, com seus painéis solares e vegetação exuberante, simboliza um futuro onde a natureza e a arquitetura coexistem em harmonia.

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