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Como cuidar de um parente com demência sem agravar a situação

Patricia Gracia García lança livro que orienta sobre demência, destacando a importância da informação e da autonomia no cuidado familiar.

Patricia Gracia García passou décadas trabalhando com pacientes com demência e seus familiares (Foto: Arquivo pessoal)
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Patricia Gracia García, psiquiatra do Hospital Universitário Miguel Servet, lançou o livro “¿Qué le pasa a mi madre?”, que dá dicas sobre como lidar com a demência. A obra fala sobre a importância de ter informações e se adaptar ao cuidar de pessoas com essa condição. A demência é uma doença que afeta a memória e a capacidade de pensar, mudando a dinâmica familiar e deixando os parentes confusos sobre como agir. García explica que cada tipo de demência é diferente e que os primeiros sinais podem incluir problemas de memória e mudanças de comportamento. Ela recomenda que os familiares ajudem o paciente a manter sua autonomia e que expliquem a situação de forma clara, especialmente para crianças, para evitar confusões. A psiquiatra também sugere que os cuidadores respeitem as emoções do paciente e adaptem as atividades diárias para preservar sua independência. Além disso, manter-se ativo socialmente e cuidar da saúde do coração pode ajudar a prevenir a demência.

Patricia Gracia García, psiquiatra do Hospital Universitário Miguel Servet, lançou o livro ¿Qué le pasa a mi madre?, que oferece orientações sobre como lidar com a demência. A obra destaca a importância da informação e da adaptação no cuidado com os pacientes, além de enfatizar a autonomia deles.

A demência, uma condição irreversível que afeta a memória e a cognição, altera drasticamente a dinâmica familiar. Muitas vezes, os familiares se veem perdidos, sem saber como lidar com a situação. García explica que cada tipo de demência é único, assim como a evolução da doença. A informação é fundamental para enfrentar essa realidade de forma mais saudável.

Durante uma entrevista à BBC News Mundo, García abordou os primeiros sinais da demência, que podem incluir mudanças na memória, apatia e alterações de personalidade. Ela ressalta que é normal ter esquecimentos, mas é preciso observar se isso afeta a vida cotidiana. O diagnóstico pode ser um choque, mas a psiquiatra sugere que os familiares busquem entender a situação e ajudem o paciente a manter sua autonomia.

Importância da Comunicação

García também discute como explicar a demência para crianças. É essencial que elas compreendam a situação de forma adequada à sua idade, evitando o medo e a confusão. A comunicação clara e honesta é vital para que todos na família possam lidar com a doença.

A psiquiatra alerta que insistir na realidade pode ser contraproducente. Em muitos casos, discutir com o paciente não traz benefícios e pode aumentar a ansiedade. Em vez disso, é importante criar um ambiente acolhedor e seguro, respeitando as emoções e a autonomia da pessoa afetada.

Estratégias de Cuidado

García sugere que os familiares observem as capacidades do paciente e adaptem as atividades diárias. Preservar a autonomia é crucial, permitindo que o paciente participe de decisões simples, como o que comer ou vestir. Além disso, a terapia de reminiscência pode ajudar a estimular a memória e a identidade do paciente.

Por fim, a psiquiatra enfatiza que, embora o histórico familiar de demência possa aumentar o risco, fatores modificáveis, como manter-se socialmente ativo e cuidar da saúde cardiovascular, podem ajudar a prevenir a doença. A informação e a compreensão são ferramentas essenciais para enfrentar os desafios da demência.

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