Pesquisadoras da ImunoTera, uma startup de São Paulo, criaram uma vacina chamada Terah-7, que pode ajudar no tratamento de cânceres relacionados ao HPV. Essa vacina usa uma proteína especial para ativar o sistema imunológico e já mostrou resultados positivos em testes com pacientes. A ImunoTera, que recebeu apoio de um programa de inovação, foi selecionada para participar de uma feira em Paris, onde busca investidores. A vacina foi desenvolvida a partir de uma descoberta feita durante o doutorado de uma das fundadoras e passou por várias melhorias. Os testes clínicos mostraram que a vacina pode ajudar a reduzir tumores e prevenir o retorno do câncer. A empresa planeja licenciar a vacina para uma grande farmacêutica e espera finalizar os testes de segurança até 2027.
Elton Alisson | Agência FAPESP – Pesquisadoras da ImunoTera, uma startup paulista incubada no Eretz.bio, desenvolveram uma vacina terapêutica chamada Terah-7, que promete revolucionar o tratamento de cânceres associados ao papilomavírus humano (HPV). A vacina, baseada em uma proteína recombinante, visa estimular o sistema imunológico para combater essas neoplasias, apresentando resultados promissores em testes clínicos.
A ImunoTera, apoiada pelo programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), foi uma das dez empresas selecionadas pela FAPESP para participar da feira internacional VivaTech, em Paris, que ocorre até 14 de junho. Luana Raposo de Melo Moraes Aps, sócia-fundadora e diretora-executiva da ImunoTera, destacou a importância do evento para a internacionalização da tecnologia e a busca por investidores e parceiros.
A vacina Terah-7 foi desenvolvida a partir de uma molécula descoberta durante o doutorado de Moraes Aps e de projetos de pós-doutorado de suas sócias no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). Após diversas melhorias, a molécula demonstrou eficácia em testes in vitro e in vivo, mostrando capacidade de regredir tumores e prevenir recidivas.
Os ensaios clínicos realizados em pacientes no Hospital das Clínicas e no ICB-USP revelaram que a proteína recombinante ativa o sistema imunológico de pacientes com neoplasias no colo uterino, resultando na regressão das lesões em muitas delas. Moraes Aps afirmou que a versão otimizada da molécula está pronta para avançar em estudos clínicos, com expectativa de finalizar os testes não clínicos de toxicidade até 2027.
A ImunoTera planeja licenciar a tecnologia para uma indústria farmacêutica multinacional, visando produção em larga escala. A pesquisadora enfatizou que há um mercado global a ser explorado, e a comprovação da segurança e eficácia da vacina é essencial para a transferência de tecnologia.
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