Um novo estudo mostrou que ter pesadelos frequentes pode aumentar em três vezes o risco de morte prematura e acelerar o envelhecimento do corpo. Pesquisadores do Imperial College London analisaram dados de mais de 183.000 adultos e 2.400 crianças. Eles descobriram que pessoas que têm pesadelos toda semana têm mais chances de morrer antes dos 70 anos. Os pesadelos causam estresse intenso, que pode elevar os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, e isso afeta o envelhecimento celular. Mesmo ter pesadelos uma vez por mês já está ligado a um maior risco de morte. Os cientistas sugerem que evitar filmes de terror e ter uma boa rotina de sono pode ajudar a reduzir esses efeitos. Eles destacam que pesadelos são uma preocupação de saúde pública, pois são comuns e podem impactar a saúde das pessoas.
Um novo estudo apresentado na reunião anual da Academia Europeia de Neurologia (EAN) revela que pesadelos frequentes triplicam o risco de morte prematura. Os pesquisadores descobriram que esses episódios noturnos estão associados a um envelhecimento biológico acelerado, com efeitos mais significativos do que outros fatores de risco, como tabagismo e obesidade.
O estudo, liderado pelo neurocientista Abidemi Otaiku, do Imperial College London, analisou dados de mais de 183.000 adultos e 2.400 crianças. Os resultados indicam que aqueles que relatam pesadelos semanais têm mais de três vezes mais chances de morrer antes dos 70 anos. Os pesquisadores avaliaram o comprimento dos telômeros, que são sequências de DNA que protegem os cromossomos e estão ligados ao envelhecimento celular.
Pesadelos causam uma resposta intensa de estresse no corpo, semelhante à reação de “luta ou fuga”. Após um pesadelo, as pessoas frequentemente acordam suadas e ofegantes, o que pode elevar os níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Esse estresse cumulativo impacta significativamente o processo de envelhecimento, segundo Otaiku.
Além disso, o estudo aponta que até mesmo pesadelos mensais estão associados a um aumento do risco de morte e ao envelhecimento mais rápido. Os pesquisadores sugerem que medidas simples, como evitar filmes de terror e manter uma boa higiene do sono, podem ajudar a mitigar esses efeitos. Eles enfatizam que os pesadelos devem ser considerados uma preocupação de saúde pública, dada sua prevalência e potencial impacto na saúde.
Entre na conversa da comunidade