A partir de 23 de outubro, a venda de medicamentos como Ozempic e Wegovy vai exigir retenção de receita nas farmácias. Essa decisão da Anvisa tem como objetivo controlar o uso inadequado desses remédios, que têm sido usados fora das recomendações. A nova regra, que foi publicada em abril, exige que a receita médica seja feita em duas vias, com uma delas ficando na farmácia. As farmácias também devem registrar a venda desses medicamentos em um sistema específico. A Anvisa tomou essa medida devido ao aumento de eventos adversos relacionados ao uso desses fármacos, com muitos casos sendo graves. O uso indiscriminado pode causar problemas sérios de saúde, como pancreatite. Embora a nova regra não proíba o uso fora das indicações, é importante que isso seja feito com supervisão médica, já que muitos pacientes não conhecem os riscos. A Anvisa espera que essa mudança ajude a garantir que os medicamentos sejam usados de forma segura e responsável.
A partir de 23 de outubro, a venda de medicamentos análogos de GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, exigirá a retenção de receita nas farmácias. A medida, anunciada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), visa controlar o uso inadequado desses fármacos, que têm sido amplamente utilizados fora das indicações aprovadas.
A nova norma, publicada no Diário Oficial da União em abril, determina que a prescrição médica deve ser feita em duas vias, com uma delas retida na farmácia. As drogarias também precisam registrar a movimentação desses medicamentos no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). A Anvisa justifica a ação como uma forma de proteger a saúde da população, diante do aumento de eventos adversos associados ao uso inadequado.
Dados da Anvisa revelam que, entre 2019 e setembro de 2024, foram registradas 524 notificações de eventos adversos relacionados à semaglutida, substância presente em Ozempic e Wegovy. Desses, 32,25% foram classificados como uso não descrito em bula, e 24% como uso em indicação não aprovada. A gravidade das notificações é alarmante, com 98,8% das reações sendo consideradas graves.
Riscos Associados
A Anvisa destaca que o uso indiscriminado desses medicamentos pode levar a sérios problemas de saúde, como pancreatite, que exige a suspensão imediata do tratamento. O diretor-presidente substituto da agência, Rômison Rodrigues Mota, enfatizou a importância do monitoramento e da prescrição adequada, alertando que o uso para fins estéticos pode aumentar os riscos à saúde.
A nova regra não impede o uso off label, desde que haja avaliação médica. Entretanto, a prática é preocupante, pois muitos pacientes não têm conhecimento dos potenciais efeitos colaterais. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e a Sociedade Brasileira de Diabetes apoiam a medida, ressaltando a necessidade de um controle mais rigoroso para evitar a automedicação.
A Anvisa espera que a retenção de receitas ajude a coibir o uso inadequado e a garantir que os medicamentos cheguem a quem realmente precisa. A medida é um passo importante para a segurança dos pacientes e para o uso responsável de medicamentos que, embora eficazes, requerem supervisão médica.
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