Bill Gates criticou os cortes na ajuda ao desenvolvimento feitos pelos Estados Unidos durante a presidência de Donald Trump, que ultrapassaram 30 bilhões de dólares. Ele afirmou que esses cortes contribuíram para uma crise de saúde global e aumentaram a pobreza e a fome. Gates destacou que a mortalidade infantil está subindo novamente, com mais crianças morrendo este ano do que no anterior, após uma queda significativa no início do século. Ele também reafirmou seu compromisso de destinar a maior parte de sua fortuna, de 200 bilhões de dólares, para a África, onde 90% das crianças que nascerão em situação de pobreza até o final do século estarão. Gates elogiou a Europa por ser a região mais generosa em ajuda humanitária e ressaltou a importância do apoio de países ricos na saúde global. Ele se prepara para participar de uma cúpula sobre vacinas, onde discutirá soluções para os desafios de saúde enfrentados atualmente.
O fundador da Microsoft, Bill Gates, criticou os cortes na ajuda ao desenvolvimento promovidos pelos Estados Unidos durante a presidência de Donald Trump. Em uma audiência na comissão de Desenvolvimento do Parlamento Europeu, em Bruxelas, Gates afirmou que esses cortes, que superaram US$ 30 bilhões, contribuíram para uma crise sanitária global e um aumento da pobreza e da fome.
Gates destacou que, embora os EUA tenham realizado os maiores cortes, não estão sozinhos nessa prática. Ele mencionou que a situação atual é preocupante, com a mortalidade infantil em ascensão e mais crianças morrendo este ano em comparação ao anterior. O bilionário ressaltou que, desde o início do século, houve uma redução significativa na mortalidade infantil, de 10 milhões para 5 milhões, devido a avanços no combate a doenças como poliomielite e malária.
Compromisso com a África
O fundador da Fundação Gates reafirmou seu compromisso de destinar a maior parte de sua fortuna, avaliada em US$ 200 bilhões, para a África. Ele enfatizou que 90% das crianças que nascerão em situação de pobreza até o final do século estarão no continente africano. Gates elogiou a Europa por ser a região mais generosa do mundo em termos de ajuda humanitária, destacando a importância do envolvimento de países e indivíduos ricos na saúde global.
A declaração de Gates ocorre em um momento crítico, onde a ajuda pública enfrenta desafios financeiros e de dívida, exacerbados por uma crise sanitária que, segundo ele, é em grande parte resultado de ações humanas. O bilionário se prepara para participar da cúpula da aliança de vacinas Gavi, onde espera discutir soluções para os problemas enfrentados na saúde global.
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