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Irmã morre de câncer após seguir teorias da conspiração da mãe

Irmãos responsabilizam mãe pela morte da irmã, que rejeitou quimioterapia e buscou terapias alternativas. Inquérito sobre o caso será iniciado em julho.

Gabriel (esq.) e Sebastian Shemirani desejam evitar a morte de outras pessoas como sua irmã Paloma (Foto: BBC/Getty Images)
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Gabriel e Sebastian Shemirani estão muito tristes após a morte da irmã, Paloma, que tinha 23 anos e foi diagnosticada com câncer. Influenciada pela mãe, Kate Shemirani, que perdeu seu registro como enfermeira por espalhar desinformação sobre saúde, Paloma decidiu não fazer quimioterapia, mesmo tendo 80% de chance de sobrevivência. Em vez disso, ela buscou tratamentos alternativos, como a terapia Gerson. A mãe desencorajou Paloma a aceitar o tratamento convencional, e profissionais de saúde que a atenderam estavam preocupados com a influência da mãe, mas acreditavam que Paloma podia tomar suas próprias decisões. Paloma faleceu em março de 2024, e seus irmãos acreditam que as crenças da mãe foram responsáveis pela morte dela. Eles pedem medidas mais rigorosas contra a desinformação que pode levar a decisões perigosas. Um inquérito sobre as circunstâncias da morte de Paloma começará em julho, e a família espera que isso ajude a alertar sobre os riscos da desinformação na saúde.

Gabriel e Sebastian Shemirani estão devastados após a morte da irmã, Paloma, aos 23 anos, diagnosticada com câncer. Influenciada pela mãe, Kate Shemirani, que teve seu registro de enfermeira cancelado por disseminar desinformação sobre saúde, Paloma recusou a quimioterapia, mesmo com 80% de chance de sobrevivência.

Os irmãos acreditam que as crenças da mãe contribuíram para a morte da irmã. “Minha irmã morreu em consequência direta das ações e crenças da minha mãe”, afirma Sebastian. Após o diagnóstico de linfoma não-Hodgkin em dezembro de 2023, Paloma buscou alternativas de tratamento, como a terapia Gerson, em vez da quimioterapia.

Kate Shemirani, autointitulada “a Enfermeira Natural”, enviou mensagens desencorajando a filha a aceitar o tratamento convencional. Profissionais de saúde que atenderam Paloma expressaram preocupação com a influência materna, mas acreditavam que ela tinha capacidade de decidir.

A morte de Paloma, ocorrida em março de 2024, levanta um alerta sobre os perigos da desinformação médica. Os irmãos pedem ações mais rigorosas contra a propagação de teorias da conspiração que podem levar a decisões letais. “Não consegui impedir que minha irmã morresse, mas quero que isso não aconteça com mais ninguém”, diz Gabriel.

Um inquérito sobre as circunstâncias da morte de Paloma deve ser iniciado em julho. A família espera que a tragédia sirva de alerta sobre os riscos da desinformação na saúde.

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