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O Brasil enfrenta grave crise ambiental que ameaça seu coração verde

Khisêtjês enfrentam crise de saúde e alimentar devido à contaminação por agrotóxicos em água e alimentos no Território Indígena do Xingu.

Grupo se apresenta na aldeia Khinkatxi durante festa dos 20 anos da demarcação da TI Wawi. A cena aparece no filme Sukande Kasaka – Terra doente, dirigido por Kamikiá Khisêtjê e Fred Rahal (Foto: Reprodução)
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Os khisêtjês, um povo indígena do Território Indígena do Xingu, estão enfrentando problemas de saúde e ambientais por causa do uso de agrotóxicos nas fazendas vizinhas. Uma pesquisa recente encontrou 28 compostos químicos, incluindo glifosato e atrazina, em amostras de água e alimentos da região, o que preocupa a saúde dos indígenas. Eles relataram sintomas como afecções de pele, ardor nos olhos e náuseas, que acreditam ser causados pela contaminação. O cacique Winti Khisêtjê mencionou que novas doenças e mudanças no ambiente surgiram após o aumento do plantio de soja. Em 2017, a aldeia foi deslocada, mas os problemas continuaram. A pesquisa da Fiocruz mostrou que 100% das amostras de chuva continham resíduos de agrotóxicos, e até mesmo o leite materno estava contaminado, o que é alarmante para as crianças. O médico Douglas Rodrigues, que trabalha com saúde indígena, destacou a necessidade de criar áreas de proteção para evitar a exposição a esses produtos químicos, pois a exposição contínua pode causar problemas de saúde graves. Além disso, as mudanças climáticas estão afetando a produção de mandioca, um alimento básico da dieta dos khisêtjês, levando a uma crise alimentar. Eles estão lutando para proteger sua saúde e território e planejam levar suas reivindicações a Brasília.

Os khisêtjês, povo indígena do Território Indígena do Xingu, enfrentam sérios problemas de saúde e ambientais devido ao uso de agrotóxicos nas fazendas vizinhas. Uma pesquisa recente revelou a presença de 28 compostos químicos, incluindo glifosato e atrazina, em amostras de água e alimentos da região, levantando preocupações sobre a saúde dos indígenas.

Os khisêtjês relataram diversos sintomas, como afecções de pele, ardor nos olhos e náuseas, que atribuem à contaminação por agrotóxicos. O cacique Winti Khisêtjê destacou que, após a aproximação do plantio de soja, surgiram novas doenças e mudanças no ambiente, como o mau cheiro da água e alterações no gosto dos peixes. Em 2017, a aldeia foi deslocada para uma área mais distante, mas os problemas persistiram.

A pesquisa, conduzida por Francco Antonio Neri de Souza e Lima, da Fiocruz, confirmou a presença de agrotóxicos em água de rios, chuva e poços artesianos. A análise revelou que 100% das amostras de chuva continham resíduos de agrotóxicos, e em uma amostra, foram encontrados sete tipos diferentes. Além disso, a pesquisa indicou a presença de agrotóxicos no leite materno, o que é alarmante para a saúde das crianças.

Os khisêtjês, preocupados com a contaminação, buscaram apoio de pesquisadores para investigar a situação. O médico Douglas Rodrigues, que trabalha com saúde indígena, ressaltou a necessidade de criar zonas de proteção ao redor das comunidades para evitar a exposição a esses produtos químicos. Ele também mencionou que a exposição contínua a múltiplos agrotóxicos pode resultar em efeitos adversos à saúde, como diabetes e problemas hormonais.

A situação é ainda mais complexa devido ao impacto das mudanças climáticas, que afetam a produção de mandioca, alimento básico da dieta indígena. A combinação de agrotóxicos e alterações climáticas tem levado os khisêtjês a enfrentar uma crise alimentar, com a produção de mandioca caindo drasticamente nos últimos anos. A luta dos khisêtjês para proteger sua saúde e seu território continua, com planos de levar suas reivindicações a Brasília e buscar apoio de outras lideranças indígenas.

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