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Proibição de sacolas plásticas reduz lixo nas praias, aponta pesquisa

Estudos mostram que tarifas e proibições de sacolas plásticas reduzem lixo em até 47% em áreas afetadas, evidenciando a eficácia das políticas.

Sacolas de plástico flutuam na água do rio Buriganga, em Daca (Bangladesh) (Foto: Munir Uz Zaman - 21.jan.20/AFP)
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Nos Estados Unidos, mutirões de limpeza mostraram que sacolas plásticas são um dos principais tipos de lixo nas margens de rios e lagos. Uma pesquisa recente revelou que lugares que têm tarifas ou proibições de sacolas plásticas conseguiram reduzir esse lixo em 25% a 47%. Os dados foram coletados em mais de 45 mil limpezas entre 2016 e 2023, analisando 182 políticas que controlam o uso dessas sacolas. Essas sacolas, que são leves e se espalham facilmente, representam um grande risco para a vida selvagem e se transformam em microplásticos, que já estão em quase todos os ecossistemas. O estudo mostrou que as áreas com proibições totais ou taxas para o uso de sacolas plásticas tiveram uma queda maior no lixo em comparação com aquelas que apenas adotaram proibições parciais. Embora o uso total de sacolas plásticas tenha aumentado, o crescimento foi menor nas regiões com regulamentações. O estudo sugere que quanto mais tempo uma política estiver em vigor, maior será a redução das sacolas plásticas nas margens, e que medidas mais rigorosas podem ser necessárias para combater a poluição plástica.

Em mutirões de limpeza realizados nos Estados Unidos, sacolas plásticas têm se destacado como um dos principais itens de lixo nas margens de corpos d’água. Uma pesquisa recente, publicada na revista Science, revelou que locais com tarifas ou proibições de sacolas plásticas apresentaram uma redução de 25% a 47% na quantidade desse tipo de resíduo.

Os dados foram coletados em 45.067 limpezas entre 2016 e 2023, com a análise de 182 políticas estaduais e locais que regulamentaram o uso de sacolas plásticas. As sacolas, leves e abundantes, frequentemente escapam de recipientes de lixo e são levadas pelo vento, resultando em sérios riscos à vida selvagem. Além disso, elas se degradam em microplásticos, que já estão presentes em praticamente todos os ecossistemas do planeta.

Eficácia das Políticas

A pesquisa mostrou que as áreas que implementaram proibições totais ou taxas para o uso de sacolas plásticas tiveram uma redução mais significativa na quantidade de lixo em comparação com aquelas que adotaram proibições parciais. Anna Papp, economista ambiental do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), afirmou que essas políticas são eficazes, especialmente em locais com alta concentração de lixo plástico.

Embora a quantidade total de sacolas plásticas tenha aumentado ao longo do tempo, o crescimento foi menor nas áreas com regulamentações. Kimberly Oremus, economista ambiental da Universidade de Delaware, destacou que essas medidas ajudam a desacelerar o ritmo do lixo, embora não eliminem completamente o problema.

Impacto a Longo Prazo

O estudo sugere que quanto mais tempo uma política estiver em vigor, maior será a redução das sacolas plásticas nas margens. As proibições totais e a cobrança de taxas mostraram-se mais eficazes do que as proibições parciais, indicando que ações mais rigorosas podem ser necessárias para combater a poluição plástica.

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