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Aumento de emergências médicas é registrado em prisões de migrantes nos EUA

Centros de detenção para migrantes registram aumento alarmante de emergências médicas, refletindo superlotação e condições precárias.

Policiais de Nova York montam guarda do lado de fora do abrigo para migrantes da cidade (Foto: Kena Bentacur - 24.fev.2025/AFP)
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Uma investigação da revista Wired mostrou que, em 2025, houve um aumento preocupante nas emergências médicas em centros de detenção para migrantes nos Estados Unidos. As chamadas para o 911 aumentaram drasticamente, com quase 400 registros em dez dos maiores centros do país. Entre os casos, estavam problemas cardíacos, convulsões e tentativas de suicídio. Um caso grave ocorreu em abril, quando uma mulher grávida de quatro meses sofreu complicações devido à falta de equipamentos. As condições nos centros são críticas, com superlotação e mais de 59 mil detentos, um número recorde. O centro Stewart, gerido pela CoreCivic, teve um aumento de mais de três vezes nas emergências graves, mesmo com um pequeno aumento no número de detentos. Apesar de a CoreCivic afirmar ter profissionais de saúde qualificados, muitas organizações relatam queixas sobre negligência médica e superlotação. O governo Trump e o ICE não comentaram sobre as alegações da investigação.

Uma investigação da revista Wired revelou um aumento alarmante nas emergências médicas em centros de detenção para migrantes nos Estados Unidos. Em 2025, as chamadas para o 911 dispararam, refletindo a superlotação e as condições precárias enfrentadas pelos detentos. Um caso emblemático ocorreu em 28 de abril, quando uma enfermeira do centro Aurora ICE, em Colorado, relatou que uma mulher grávida de quatro meses estava sangrando e sem sinais vitais do bebê, devido à falta de equipamentos adequados.

Os dados obtidos pela Wired mostram que, desde janeiro, quase 400 chamadas de emergência foram feitas em dez dos maiores centros de detenção do país. Entre essas, destacam-se 50 por problemas cardíacos, 26 por convulsões e 17 por ferimentos na cabeça. Além disso, foram registradas 7 tentativas de suicídio e 6 denúncias de abuso sexual. Especialistas afirmam que esses números são subestimados, já que muitas emergências não são reportadas.

Condições Críticas

Em um incidente em março, uma mulher detida na Geórgia, que não falava inglês, pediu ajuda ao 911, mas a ligação foi interrompida e nenhuma ambulância foi enviada. A situação é crítica, com as instalações do ICE operando acima da capacidade, com mais de 59 mil detentos, um recorde histórico. Desde que Donald Trump reassumiu a presidência, as detenções aumentaram em mais de 48%, com promessas de deportações em massa.

O centro de detenção Stewart, gerido pela CoreCivic, é um dos mais problemáticos, com um aumento de mais de três vezes nas emergências graves em 2025, apesar de um crescimento de apenas 10% no número de detentos. Relatos incluem convulsões e problemas cardíacos. Marc Stern, ex-consultor do Departamento de Segurança Interna, destacou que a localização remota desses centros agrava a vulnerabilidade dos detentos, que frequentemente são transferidos para áreas com menos acesso a cuidados médicos.

Aumento das Detenções

A CoreCivic afirma que suas unidades contam com profissionais de saúde qualificados, mas organizações que atuam com famílias de detentos relatam um aumento nas queixas de superlotação e negligência médica. Dos dez centros analisados, seis apresentaram um aumento significativo nas chamadas para o 911 em 2025, com alguns casos mais que triplicando. O governo Trump e o ICE não comentaram sobre as alegações levantadas pela investigação da Wired.

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