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Casal aguarda mais de duas horas por abrigo em São Paulo com apenas um cobertor

Casais e indivíduos em situação de rua enfrentam dificuldades para encontrar abrigo em São Paulo, agravadas por restrições e queda nas doações.

Pessoas em situação de rua na praça da República, no centro de SP, na madrugada de quarta-feira (25) (Foto: Bruno Santos/Folhapress)
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Na madrugada de quarta-feira, São Paulo registrou a temperatura mais baixa do ano, com 6,6ºC. Muitas pessoas em situação de rua, como Lícia e seu companheiro, tiveram dificuldades para encontrar abrigo. Eles esperaram por uma vaga em albergues que aceitassem casais, mas chegaram atrasados e não conseguiram alimentos ou cobertores. A cidade enfrenta um aumento na população em situação de rua, especialmente no inverno, e a taxa de ocupação dos serviços de acolhimento é de 82%. No entanto, muitos ainda enfrentam dificuldades para acessar os albergues devido a regras rígidas e restrições. Nayara Santos, que buscava abrigo, relatou ter sido agredida pelo ex-marido e estava em busca de proteção. A situação se complica com a queda nas doações, que se deve a mudanças na segurança pública e ao aumento da presença policial. Moradores de rua afirmam que a vida ficou mais difícil com a instalação de bases policiais e a apreensão de pertences. Muitos preferem enfrentar o frio nas ruas, acendendo fogueiras para se aquecer. A prefeitura diz ter uma grande rede de acolhimento, mas a realidade nas ruas é dura, com falta de apoio e segurança, especialmente para as mulheres.

Na madrugada de quarta-feira (25), São Paulo registrou a temperatura mais fria do ano, com 6,6ºC. Casais e indivíduos em situação de rua, como Lícia, 27, e seu companheiro, enfrentaram dificuldades para encontrar abrigo. Eles aguardavam desde as 22h30 por uma vaga em albergues que aceitassem casais, mas chegaram atrasados e não conseguiram acesso a cobertores ou alimentos.

A cidade tem visto um aumento na população em situação de rua, especialmente durante o inverno. A prefeitura informou que a taxa de ocupação média dos serviços de acolhimento é de 82%. Apesar disso, muitos ainda enfrentam barreiras para acessar os albergues, como restrições por indisciplina e horários rígidos. Nayara Santos, que aguardava uma van para um abrigo, relatou ter sido agredida pelo ex-marido e buscava proteção e apoio.

Desafios no Acolhimento

A situação se agrava com a redução nas doações devido a mudanças na segurança pública, como o aumento da presença policial em áreas centrais. Moradores de rua relataram que a vida ficou mais difícil após o espalhamento da cracolândia e a instalação de bases policiais. Além disso, a falta de abrigo para animais de estimação e a apreensão de pertences, como carroças, dificultam ainda mais a permanência nos albergues.

Muitos preferem enfrentar o frio nas ruas, acendendo fogueiras para se aquecer. A prefeitura, por sua vez, afirma que possui a maior rede socioassistencial da América Latina, com mais de 26 mil vagas disponíveis. Os orientadores do Serviço Especializado de Abordagem Social (SEAS) atuam nas ruas, oferecendo acolhimento e encaminhamentos para os serviços disponíveis.

A Realidade nas Ruas

A falta de apoio fora do sistema de acolhimento é uma preocupação constante. Os moradores em situação de rua frequentemente enfrentam a coleta de cobertores e outros itens essenciais pela fiscalização. A realidade é dura, e muitos se sentem inseguros e desamparados, especialmente as mulheres, que relatam que a rua é mais perigosa para elas.

A situação em São Paulo evidencia a necessidade urgente de soluções eficazes e humanitárias para atender a população em situação de rua, especialmente em períodos de frio intenso.

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