A vacinação infantil no mundo teve um grande aumento desde 1980, mas essa melhora parou em 2010. Um estudo recente mostrou que 18 milhões de crianças, incluindo muitas no Brasil, nunca foram vacinadas. A pandemia de Covid-19 piorou a situação, levando a taxas de vacinação baixas e ao abandono de tratamentos. Desde 2015, o número de crianças sem vacinas aumentou, com mais da metade delas vivendo em apenas oito países, como Brasil, Índia e Nigéria. Em 1980, 60 milhões de crianças não estavam vacinadas, mas esse número caiu para 15 milhões em 2019, antes da pandemia. Dados da revista *The Lancet* mostram que a vacinação está estagnada, afetando países ricos e pobres. No Brasil, 8 em cada 10 pessoas vivem em áreas com vacinação insuficiente, e muitos estados têm mais da metade das crianças sem a segunda dose. A desinformação e as desigualdades sociais estão dificultando a aceitação das vacinas. Além disso, a distribuição de vacinas enfrenta desafios, especialmente em áreas remotas, e mães negras e pardas têm mais dificuldades para vacinar seus filhos. A neurologista pediátrica Joyce Carvalho Martins afirma que as vacinas são seguras e não causam autismo, ressaltando que vacinar é salvar vidas.
Desde 1980, a cobertura vacinal infantil global teve um aumento significativo, mas essa tendência estagnou a partir de 2010. Um estudo recente revelou que 18 milhões de crianças no mundo, incluindo muitas no Brasil, nunca receberam vacinas. A pandemia de Covid-19 agravou essa situação, resultando em taxas de vacinação insuficientes e aumento do abandono de tratamentos.
Estima-se que, desde 2015, o número de crianças sem qualquer imunizante tenha crescido. Mais da metade dessas crianças está concentrada em apenas oito países, entre eles Brasil, Congo, Etiópia, Índia, Indonésia, Nigéria, Somália e Sudão. Em 1980, cerca de 60 milhões de crianças não haviam recebido vacinas, mas esse número caiu para 15 milhões em 2019, antes da pandemia. Desde então, pouco progresso foi feito.
Dados Alarmantes
Os dados foram divulgados na revista científica *The Lancet* e mostram que a vacinação infantil está estagnada desde 2010, afetando tanto países de baixa quanto de alta renda. Em 21 dos 36 países mais desenvolvidos, as taxas de vacinação contra doenças como difteria, sarampo e poliomielite caíram. Os pesquisadores utilizaram dados do Estudo sobre a Carga Global de Doenças, realizado em 2023, para chegar a essas conclusões.
No Brasil, a situação é preocupante. O Anuário VacinaBR 2025, elaborado pelo Instituto Questão de Ciência, aponta que 8 em cada 10 brasileiros vivem em cidades com vacinação insuficiente. Além disso, muitos estados registram que mais da metade das crianças não retorna para a segunda dose. A professora Carolina Lins, da Universidade Federal de Minas Gerais, destaca que a desinformação e as desigualdades sociais têm contribuído para essa queda na aceitação das vacinas.
Desafios e Obstáculos
A distribuição de vacinas no Brasil enfrenta desafios devido às suas dimensões geográficas. Regiões remotas têm acesso limitado, e o racismo estrutural também impacta a cobertura vacinal. Uma pesquisa de 2017 e 2018 revelou que mães negras e pardas enfrentam mais dificuldades para vacinar seus filhos. Sete a cada 100 mulheres relataram dificuldades, e esse número quase dobra entre mães negras.
A neurologista pediátrica Joyce Carvalho Martins reforça a importância da vacinação, afirmando que os imunizantes disponíveis são seguros e amplamente estudados. Ela destaca que não há associação significativa entre vacinas e autismo, desmistificando uma polêmica recente. Vacinar é salvar vidas, enfatiza a especialista.
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