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Painel de vacinas infantis nos EUA analisa vacinas já aprovadas e gera polêmica

Novo Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunização reavalia vacinas antigas, gerando críticas sobre a qualificação de seus membros e a segurança das vacinas.

As escolhas de Kennedy para o novo painel consultivo de vacinas - incluindo céticos de vacinas - levantaram preocupações entre especialistas em saúde pública (Foto: Getty Images)
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O novo Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunização (ACIP) dos Estados Unidos, liderado por Robert F. Kennedy Jr., se reuniu pela primeira vez após a demissão de todos os membros anteriores. A reunião focou na revisão de vacinas aprovadas há mais de sete anos, como a vacina contra hepatite B para recém-nascidos. O presidente do ACIP, Dr. Martin Kulldorff, que foi demitido da Universidade de Harvard por não se vacinar contra a Covid-19, questionou a segurança da vacina contra hepatite B. Especialistas em saúde pública expressaram preocupações sobre as qualificações dos novos membros, muitos dos quais criticam vacinas. O professor Bill Hanage, da Universidade de Harvard, disse que a reavaliação das vacinas sugere problemas no processo de aprovação. A pauta também incluiu discussões sobre o timerosal, um conservante que não é mais usado na maioria das vacinas. A apresentação de Lyn Redwood, que deveria falar sobre o timerosal, foi cancelada após mencionar um estudo que não existe. O senador Bill Cassidy criticou a falta de experiência dos novos membros e disse que a reunião não deveria continuar sem a presença de um diretor do CDC. As decisões do comitê podem afetar as exigências de vacinação nas escolas e a cobertura por planos de saúde, especialmente com o aumento de casos de sarampo nos EUA.

O novo Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunização (ACIP) dos Estados Unidos, sob a liderança do Secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., realizou sua primeira reunião nesta quarta-feira, após a demissão de todos os 17 membros anteriores. O encontro teve como foco a revisão de vacinas aprovadas há mais de sete anos, incluindo a vacina contra hepatite B para recém-nascidos.

Durante a reunião, o novo presidente do ACIP, Dr. Martin Kulldorff, destacou a criação de grupos de trabalho para reavaliar as vacinas infantis. Kulldorff, que foi demitido de sua posição na Universidade de Harvard por se recusar a tomar a vacina contra a Covid-19, levantou questões sobre a segurança da vacina contra hepatite B, uma prática amplamente aceita para prevenir infecções que podem levar ao câncer de fígado.

Especialistas em saúde pública expressaram preocupações sobre as qualificações dos novos membros do comitê, muitos dos quais têm histórico de críticas às vacinas. O professor de epidemiologia da Universidade de Harvard, Bill Hanage, afirmou que a revisão de vacinas aprovadas há tanto tempo sugere falhas no processo de aprovação. Ele questionou a lógica por trás dessa reavaliação, considerando que as evidências de segurança são bem documentadas.

A pauta da reunião também incluiu discussões sobre o uso de timerosal, um conservante à base de mercúrio que não é mais utilizado na maioria das vacinas. A apresentação de Lyn Redwood, ex-líder do grupo anti-vacinas Children’s Health Defense, que agora trabalha no CDC, foi cancelada após a menção a um estudo inexistente. Redwood deveria discutir o timerosal, mas sua apresentação levantou mais dúvidas do que esclarecimentos.

Críticas à nova composição do ACIP vieram de diversos setores, incluindo do senador republicano Bill Cassidy, que questionou a falta de experiência dos novos membros em microbiologia e epidemiologia. Cassidy alertou que a reunião não deveria prosseguir sem um diretor do CDC para aprovar as recomendações. As decisões do comitê podem impactar as exigências de vacinação em escolas e a cobertura por planos de saúde, em um momento em que o número de casos de sarampo nos EUA tem aumentado.

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