No Brasil, muitas pessoas, especialmente em áreas rurais, ainda usam fogões a lenha para cozinhar, o que pode ser prejudicial à saúde e ao meio ambiente. Um estudo da PUC-Rio mostrou que trocar fogões antigos por modelos mais eficientes pode reduzir a poluição do ar em até 60%. A pesquisa foi feita em uma comunidade quilombola na Bahia, onde fogões tradicionais foram substituídos por versões com chaminés e câmaras de combustão melhores. Antes da troca, as casas tinham altos níveis de partículas poluentes, que podem causar doenças respiratórias. Após a mudança, as emissões de poluentes caíram entre 50% e 60%, e as famílias usaram metade da lenha que usavam antes. Elas também notaram que havia menos fumaça e menos tempo gasto na coleta de lenha. Embora o gás seja uma opção mais limpa, seu custo ainda é um problema para muitas famílias. A pesquisa destaca que a mudança para fogões mais limpos é importante para a saúde, especialmente de mulheres e crianças, e que é preciso encontrar soluções que sejam acessíveis e que respeitem as tradições locais.
Em diversas regiões do Brasil, o fogão a lenha ainda é a principal forma de cozinhar, especialmente em áreas rurais. Essa prática, que persiste por tradições e pela dificuldade de acesso a combustíveis mais limpos, impacta a saúde e o meio ambiente. Um estudo da PUC-Rio, publicado na revista *Environmental Monitoring and Assessment*, revelou que a substituição de fogões rudimentares por modelos ecoeficientes pode reduzir a poluição do ar em até 60%.
A pesquisa foi realizada em uma comunidade quilombola em Cachoeira, na Bahia, onde fogões a lenha tradicionais foram trocados por modelos com chaminés e câmaras de combustão otimizadas. O estudo monitorou a qualidade do ar em seis residências antes e depois da troca. Os resultados mostraram que as casas com fogões rudimentares apresentavam níveis alarmantes de PM2.5 e PM10, partículas associadas a doenças respiratórias e cardiovasculares. As médias de PM2.5 chegaram a 143 microgramas por metro cúbico, enquanto algumas casas ultrapassaram 1000 µg/m³, muito acima do limite recomendado pela OMS.
Impacto da Substituição
Após a instalação dos fogões ecoeficientes, as emissões de partículas finas caíram entre 50% e 60%. A quantidade de lenha necessária para cozinhar também foi reduzida pela metade. As famílias relataram melhorias significativas no bem-estar, com menos fumaça e menos tempo gasto na coleta de lenha. A comparação com residências que utilizam gás liquefeito de petróleo (GLP) mostrou que o GLP emite menos poluentes, mas seu custo ainda é um desafio para muitas famílias de baixa renda.
Além das questões econômicas, o uso da lenha está ligado a aspectos culturais, como tradições culinárias. Isso torna a transição para fontes mais limpas um desafio. A pesquisa destaca a importância de soluções intermediárias, como os fogões ecoeficientes, que podem melhorar a qualidade do ar e a saúde das comunidades vulneráveis.
Caminhos para a Transição Energética
A pesquisa enfatiza que a redução da poluição nas cozinhas é crucial para a saúde pública, especialmente para mulheres e crianças, que são mais expostas à fumaça. A substituição de fogões rudimentares também contribui para a diminuição das emissões de carbono negro, um poluente significativo no aquecimento global. Para avançar em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, é necessário focar em soluções acessíveis e adaptadas à realidade local, promovendo políticas públicas que considerem viabilidade econômica e aceitação cultural.
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