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Pratique esportes extenuantes com segurança e evite riscos à saúde

A morte de jovens durante atividades físicas levanta alerta sobre saúde cardiovascular e a necessidade de avaliações médicas.

40ª Maratona Internacional de Porto Alegre. Ao todo, as provas do evento reuniram 25 mil atletas no final de semana (Foto: Alex Rocha/Divulgação PMPA)
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João Gabriel Hofstatter De Lamare, de 20 anos, morreu durante a Maratona Internacional de Porto Alegre no dia 6, após sofrer um mal súbito a apenas 1 km do final da prova. Seu caso se soma ao de Dayane de Jesus, de 22 anos, que também faleceu em uma academia. A polícia investiga se Dayane tinha problemas cardíacos. A morte de jovens durante atividades físicas tem gerado preocupação, e o presidente do grupo de estudos em cardiologia do esporte da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Antonio Carlos Avanza, notou um aumento nos casos, embora não existam estatísticas definitivas. Embora as mortes em corridas sejam raras, um estudo mostrou que há uma parada cardíaca a cada 184 mil corredores, com 71% dos casos sendo fatais. Avanza alerta que o aumento na prática de exercícios intensos e novos fatores de risco podem estar por trás desse fenômeno. A miocardiopatia hipertrófica é a principal causa de morte em jovens atletas, representando 65% dos casos. A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda que todos que praticam atividades físicas façam avaliações médicas e eletrocardiogramas, e que eventos esportivos tenham estrutura de emergência adequada. Para prevenir problemas cardíacos, é importante fazer check-ups, planejar treinos respeitando os limites, garantir a presença de desfibriladores e estar atento a sinais como dor no peito e falta de ar.

Um estudante de 20 anos, João Gabriel Hofstatter De Lamare, faleceu no último dia 6 durante a Maratona Internacional de Porto Alegre. Ele sofreu um mal súbito e parada cardiorrespiratória a apenas 1 km do final da prova de 21 km. A morte de João Gabriel se junta a outros casos recentes, como o de Dayane de Jesus, de 22 anos, que também faleceu em uma academia após um mal súbito. A polícia investiga se Dayane tinha doenças cardiovasculares.

A recorrência de mortes de jovens durante atividades físicas tem gerado preocupação. O presidente do grupo de estudos em cardiologia do esporte da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Antonio Carlos Avanza, observa um aumento nos casos, embora não haja estatísticas definitivas que confirmem essa tendência. Em eventos de corrida, as mortes são raras; um estudo do New England Journal of Medicine revelou que, entre 10,9 milhões de corredores, houve uma parada cardíaca a cada 184 mil participantes, com 71% dos casos sendo fatais.

Avanza explica que o aumento na prática de atividades físicas intensas e a presença de novos fatores de risco podem contribuir para essa situação. Ele destaca que, embora o exercício físico reduza o risco de doenças cardiovasculares, atividades extenuantes podem aumentar esse risco. A hipótese da “curva em J” sugere que o exercício moderado melhora a saúde, enquanto o excesso pode ser prejudicial.

Fatores de Risco

Entre as causas de morte durante atividades físicas, a miocardiopatia hipertrófica é a mais comum, representando 65% dos casos. Outros fatores de risco incluem condições ambientais, como temperatura e desidratação, além do uso de substâncias como anfetaminas e esteroides. Avanza alerta que jovens atletas muitas vezes não se consideram suscetíveis a problemas cardíacos, o que pode ser perigoso.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda que todos que praticam atividades físicas realizem uma avaliação médica e um eletrocardiograma. Para aqueles com mais de 35 anos, um teste de esforço é aconselhável. Além disso, é importante que eventos esportivos tenham estrutura de emergência adequada, com desfibriladores e equipes treinadas em reanimação cardiopulmonar.

Recomendações

Para prevenir problemas cardíacos durante atividades físicas, seguem algumas recomendações:

1. Check-up esportivo: Avaliação cardiológica e eletrocardiograma.

2. Planejamento de treino: Respeitar limites e manter hidratação adequada.

3. Estrutura de emergência: Verificar a presença de desfibriladores e equipes de RCP.

4. Atenção a sinais de alerta: Dor no peito, falta de ar e tontura são motivos para buscar socorro imediatamente.

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