Cientistas redescobriram 250 colônias vivas do coral Rhizopsammia wellingtoni nas ilhas Galápagos, após 25 anos sem registros. A descoberta foi feita pela Fundação Charles Darwin e anunciada em 26 de outubro. Esse coral, que não era visto desde 2000, sofreu muito com fenômenos climáticos como o El Niño. Os pesquisadores encontraram o coral em águas mais profundas, onde as temperaturas são melhores para seu crescimento. Inti Keith, da Fundação Charles Darwin, ficou surpresa ao ver o coral, pois achava que ele estava extinto. A pesquisa, que contou com a ajuda da California Academy of Sciences e do Parque Nacional de Galápagos, localizou as colônias nas ilhas Isabela e Fernandina. Após eventos climáticos extremos, os corais conseguiram se adaptar e crescer em profundidades maiores. Os cientistas acreditam que as condições mais frescas durante o fenômeno La Niña ajudaram o coral a reaparecer. Keith destacou a importância de monitorar e proteger os ecossistemas marinhos de Galápagos. Terry Gosliner, coautor do estudo, ressaltou a relevância de encontrar um recife de coral saudável e diverso, o que é um sinal positivo diante do aumento das temperaturas dos oceanos.
Uma equipe de cientistas redescobriu 250 colônias vivas do coral Rhizopsammia wellingtoni, endêmico das ilhas Galápagos, após 25 anos sem registros. A descoberta foi anunciada pela Fundação Charles Darwin (FCD) nesta quinta-feira, 26 de outubro. O coral, que não era visto desde 2000, havia sido severamente impactado por fenômenos climáticos, como o El Niño.
O Rhizopsammia wellingtoni, que possui entre três e seis milímetros de diâmetro, foi encontrado em águas mais profundas, onde as temperaturas são mais adequadas para seu desenvolvimento. Inti Keith, pesquisadora da FCD, expressou surpresa ao avistar o coral no ano passado, afirmando que acreditava que a espécie estava extinta.
A nova pesquisa, que envolveu a colaboração da California Academy of Sciences (CAS) e da Direção do Parque Nacional de Galápagos (DPNG), revelou que as colônias foram localizadas nas ilhas Isabela e Fernandina. Após os eventos climáticos extremos, os corais conseguiram se adaptar e crescer em profundidades maiores, onde encontraram condições mais favoráveis.
Resiliência dos Ecossistemas
Os cientistas acreditam que as condições mais frescas durante o fenômeno La Niña podem ter proporcionado um alívio temporário do estresse térmico, permitindo que o coral reaparecesse em áreas mais rasas. Keith destacou que a descoberta evidencia a resiliência dos ecossistemas marinhos e a importância do monitoramento e proteção das áreas de Galápagos.
Terry Gosliner, coautor do estudo, ressaltou a importância de encontrar um recife de coral saudável e biologicamente diverso. Essa redescoberta é um sinal positivo em meio ao aumento das temperaturas oceânicas, mostrando que a natureza pode se adaptar e sobreviver a desafios ambientais significativos.
Entre na conversa da comunidade