Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

TikTok proíbe hashtag de magreza extrema, mas conteúdos prejudiciais permanecem ativos

TikTok bloqueia hashtag "SkinnyTok" após pressão de reguladores, destacando riscos de conteúdos prejudiciais à saúde mental dos jovens.

Catarina Pignato (Foto: Reprodução)
0:00
Carregando...
0:00

O TikTok bloqueou a hashtag “SkinnyTok” após pressão de reguladores na Europa. Essa hashtag estava ligada a conteúdos que incentivavam dietas extremas e perda de peso, o que pode prejudicar a saúde mental, especialmente de jovens e pessoas com transtornos alimentares. A psiquiatra Ana Clara Floresi, que trabalha com saúde mental, alerta que a exposição a esse tipo de conteúdo pode agravar problemas como anorexia e bulimia. Apesar das promessas do TikTok de melhorar a segurança, vídeos que mostram dietas com calorias muito baixas ainda estão disponíveis. Além disso, dicas para evitar doces e não sentir fome continuam a ser compartilhadas. Ana Clara observa que a popularidade das redes sociais facilitou a disseminação de comunidades que promovem esses comportamentos prejudiciais. Influenciadores que falam sobre dietas sem conhecimento podem afetar negativamente seus seguidores. A Meta, empresa que controla o Instagram, não comentou sobre como lida com esse tipo de conteúdo. Ana Clara defende a criação de políticas públicas para proteger os jovens e responsabilizar as plataformas por conteúdos nocivos.

Neste mês de junho, o TikTok decidiu bloquear a hashtag “SkinnyTok” após a pressão de reguladores europeus. Essa hashtag estava associada a conteúdos que promoviam a perda de peso por meio de dietas extremas e exercícios intensos, práticas que podem afetar negativamente a saúde mental dos usuários.

A médica psiquiatra Ana Clara Floresi, voluntária do Ambulim, alerta que jovens e pessoas com transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, são os mais vulneráveis a esse tipo de conteúdo. Ela destaca que a alta exposição nas redes sociais e a falta de revisão dos termos utilizados pelas plataformas contribuem para a propagação de ideias prejudiciais. “SkinnyTok é apenas um exemplo pequeno”, afirma.

Apesar das promessas do TikTok de revisar suas medidas de segurança, vídeos com títulos como “o que eu como em um dia” continuam a circular, apresentando dietas com calorias muito abaixo das recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Além disso, dicas para evitar doces e não sentir fome aparecem sob novas hashtags, perpetuando comportamentos prejudiciais.

Impacto das Redes Sociais

Ana Clara observa que o direcionamento para comunidades pró-anorexia e pró-bulimia se intensificou com a popularização das redes sociais. Se antes esses conteúdos eram restritos a grupos específicos, hoje se espalham por diversas plataformas, utilizando hashtags e códigos para driblar filtros. Mesmo quem não busca ativamente por esse tipo de material pode sofrer impactos negativos na autoestima e agravar quadros de depressão.

A psiquiatra ressalta que influenciadores que falam sobre dietas sem embasamento profissional podem contribuir para o adoecimento de seus seguidores. No Instagram, embora as hashtags sejam menos eficazes, conteúdos semelhantes são facilmente disseminados em vídeos curtos e carrosséis. A Meta, responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, não comentou sobre as medidas que adota para mitigar os efeitos desse tipo de conteúdo.

Ana Clara conclui que é necessário implementar políticas públicas que abordem os riscos do acesso precoce às redes sociais e responsabilizem as plataformas. A falta de ação efetiva por parte das redes sociais dificulta a mitigação dos danos causados por conteúdos prejudiciais à saúde mental.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais