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Unidade de programa social da gestão Nunes permanece inoperante após contratação

Estação Cidadania enfrenta críticas por serviços reduzidos e refeições de baixa qualidade, enquanto nova unidade permanece sem data de abertura.

Prédio onde deve funcionar a segunda unidade do Estação Cidadania, na rua das Palmeiras, na Santa Cecília (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
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A Estação Cidadania, que foi criada durante a pandemia para ajudar pessoas em situação de rua com serviços como banhos e refeições, enfrenta problemas três anos depois do fim da pandemia. A unidade na Sé, que já funcionava desde o início, teve a redução de serviços e recebeu reclamações sobre a qualidade das refeições, que muitas vezes chegam estragadas ou sem acompanhamento. Além disso, a estrutura do local é precária, com chuveiros desativados e máquinas de lavar inadequadas. A segunda unidade, que deveria ser aberta perto da Luz, ainda não começou a funcionar, mesmo com a contratação de uma organização para gerenciá-la. A nova unidade está em reforma e a equipe está em treinamento. A prefeitura reconhece que ajustes são necessários, mas as queixas sobre a qualidade das refeições continuam.

A Estação Cidadania, criada durante a pandemia de Covid-19, oferece serviços essenciais para pessoas em situação de rua, como banhos, refeições e lavanderia. No entanto, três anos após o fim da pandemia, a primeira unidade, localizada na Sé, enfrenta redução de serviços e reclamações sobre a qualidade das refeições.

A unidade da Sé, que opera no mesmo local desde o início da pandemia, apresenta problemas estruturais. As áreas de banho são compostas por cabines temporárias e metade dos doze chuveiros está desativada. Além disso, as máquinas de lavar são de uso doméstico, limitando a capacidade de atendimento. A distribuição de refeições, realizada no andar inferior, também tem sido afetada, com o número de marmitas reduzido de 1.000 para 600 nas últimas semanas.

Segunda unidade ainda não funciona

A segunda unidade da Estação Cidadania, prevista para ser instalada nas proximidades da Luz, ainda não começou a funcionar. A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) contratou a organização social Ação Retorno em outubro do ano passado, mas o atendimento permanece sem data definida. A nova unidade deve operar em um imóvel na Santa Cecília, que está em reforma.

A presidente da Ação Retorno, pastora Nildes Nery, afirmou que a equipe está em treinamento e que adaptações estão sendo feitas para oferecer os serviços. A mudança de localização da unidade ocorreu por razões técnicas, segundo a prefeitura, que também reconhece a necessidade de ajustes na estrutura.

Qualidade das refeições em questão

Usuários da Estação Cidadania têm relatado problemas com a qualidade das refeições, que muitas vezes chegam com comida azeda ou sem mistura. A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania informou que o fornecimento de refeições é monitorado, mas as queixas persistem. A situação atual levanta preocupações sobre a eficácia do programa, que deveria garantir dignidade e suporte a uma população vulnerável.

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