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Autoras cristãs alertam sobre livros eróticos direcionados a crianças e adolescentes

Pedagoga alerta sobre livros com conteúdo sexual disfarçado de infantil na Bienal do Livro, pedindo responsabilidade de editoras e livrarias.

Foto: Reprodução
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Durante a Bienal do Livro no Rio de Janeiro, a pedagoga Vitoria Reis denunciou a venda de “livros hot” com conteúdo pornográfico disfarçado em capas voltadas para crianças e adolescentes. Em um vídeo, ela alertou os pais sobre os riscos desses livros, que, apesar de parecerem adequados, contêm material impróprio. Vitoria encontrou uma estante cheia de obras com conteúdo sexual explícito, mencionando títulos como “No Ritmo do Jogo” e “Orgulho e Preconceito e nós Duas”, e destacou que muitos pais compram esses livros sem saber o que realmente contêm. A escritora Tatielle Katluryn também participou da discussão e questionou por que é permitido que crianças comprem livros para maiores de 18 anos, enquanto não podem alugar filmes pornográficos. Vitoria, que é psicóloga, comentou sobre os efeitos negativos da exposição precoce a conteúdos sexuais, lembrando que isso pode impactar a mente dos jovens. Ambas as autoras pediram mais responsabilidade das editoras e livrarias, sugerindo que as editoras coloquem classificação indicativa nas contracapas e que as livrarias deixem claro quais livros são para adultos, alertando que conteúdos impróprios podem afetar a saúde mental e física das crianças.

Durante a Bienal do Livro no Rio de Janeiro, a pedagoga Vitoria Reis denunciou a presença de “livros hot” com conteúdo pornográfico disfarçado em capas voltadas para crianças e adolescentes. Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, ela alertou os pais sobre os riscos dessa leitura, afirmando que muitos títulos, apesar de suas capas infantis, contêm material impróprio.

Vitoria destacou que encontrou uma estante repleta de obras com conteúdo sexual explícito, mencionando títulos como “No Ritmo do Jogo” e “Orgulho e Preconceito e nós Duas”. “Capas infantilizadas e coloridas escondem conteúdos podres e totalmente deturpados”, afirmou. A pedagoga enfatizou que muitos pais compram esses livros acreditando que são adequados para seus filhos, o que pode ter consequências graves para o desenvolvimento deles.

Efeitos nocivos da leitura inadequada

A escritora Tatielle Katluryn, também presente na Bienal, reforçou o alerta sobre os perigos desses livros. Ela compartilhou a experiência de uma jovem de 13 anos que procurou uma obra com conteúdo erótico em seu estande. “Por que é aceitável que crianças comprem livros +18, enquanto eram proibidas de alugar filmes pornográficos?”, questionou Tatielle, ressaltando a incoerência nas normas de acesso a diferentes mídias.

Vitoria, que é psicóloga, comentou sobre os efeitos prejudiciais que a exposição precoce a conteúdos sexuais pode causar. Ela relatou sua própria experiência de leitura na adolescência, onde se deixou levar por capas atraentes, mas encontrou material que impactou seu imaginário. “Não adianta dizer que pula as páginas com hot, isso se fixa na mente”, alertou.

A necessidade de regulamentação

Ambas as autoras pediram uma maior responsabilidade das editoras e livrarias. Tatielle sugeriu que as editoras adotem a classificação indicativa nas contracapas dos livros e que as livrarias indiquem claramente quais publicações são destinadas ao público adulto. “Conteúdos impróprios vão afetar gravemente a saúde mental e física dos seus filhos”, concluiu. A discussão sobre a sexualização de menores na literatura continua a ser uma preocupação crescente entre educadores e pais.

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