Os dados preliminares do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo IBGE, mostram que no Brasil, mulheres com mais escolaridade têm menos filhos e engravidam mais tarde. A taxa média de fecundidade é de 1,55 filho por mulher, bem abaixo do necessário para repor a população. Mulheres sem instrução ou com ensino fundamental incompleto têm a maior taxa, com 2 filhos, enquanto aquelas com ensino superior completo têm a menor, com 1,2 filho. A idade média para se tornar mãe também varia: mulheres com menos escolaridade engravidam, em média, aos 26,7 anos, enquanto as com ensino superior completo fazem isso aos 30,7 anos. Esses dados refletem como a educação influencia as escolhas reprodutivas das mulheres no Brasil. O censo considerou mulheres a partir de 12 anos e analisou o número de filhos nascidos vivos até julho de 2022.
Os dados preliminares do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (27), revelam uma clara relação entre escolaridade e fecundidade no Brasil. As mulheres com maior nível de instrução tendem a ter menos filhos e a engravidar mais tarde. A taxa de fecundidade média é de 1,55 filho por mulher, bem abaixo do nível de reposição populacional.
Mulheres sem instrução ou com ensino fundamental incompleto apresentam a maior taxa de fecundidade, com 2 filhos por mulher. Para aquelas com ensino fundamental completo e médio incompleto, a média é de 1,9 filho. Já as que possuem ensino médio completo e superior incompleto têm uma taxa de 1,4 filho, enquanto as com ensino superior completo registram a menor média: 1,2 filho por mulher.
Idade Média de Fecundidade
A idade média em que as mulheres se tornam mães também varia conforme o nível de escolaridade. Em 2022, a média nacional foi de 28,1 anos. Mulheres sem instrução ou com ensino fundamental incompleto engravidam, em média, aos 26,7 anos, enquanto aquelas com ensino superior completo têm a média mais alta, aos 30,7 anos.
Esses dados refletem mudanças sociais e culturais no Brasil, evidenciando como a educação influencia as decisões reprodutivas. A pesquisadora do IBGE, Izabel Guimarães Marri, aponta que o acesso à informação, especialmente sobre métodos contraceptivos, pode ser um fator determinante para essas tendências.
Impacto na População
O recenseamento abrangeu mulheres a partir de 12 anos e considerou o número de filhos nascidos vivos até 31 de julho de 2022. O estudo fornece uma visão abrangente sobre como a escolaridade molda as escolhas familiares das mulheres brasileiras, contribuindo para a queda da taxa de fecundidade no país.
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