O Ministério da Saúde da Nova Zelândia aprovou o uso da psilocibina, uma substância encontrada em cogumelos alucinógenos, para tratar a depressão. O psiquiatra Cameron Lacey é o primeiro a prescrever essa substância em um programa que combina psicoterapia com doses controladas de psilocibina. Os pacientes passarão por três sessões de terapia antes de receber a psilocibina, que será administrada em um ambiente seguro e controlado. Durante a experiência, que dura cerca de oito horas, eles usarão máscaras e ouvirão sons da natureza. Após a administração, os pacientes discutirão suas emoções para entender melhor suas depressões. Em testes anteriores, dois terços dos participantes relataram melhora nos sintomas. O tratamento custa entre 16 mil e 19,5 mil dólares, e outros psiquiatras já mostraram interesse em oferecer essa terapia. A legalização na Nova Zelândia segue uma tendência global, com países como a Austrália também permitindo o uso de psicodélicos para tratamento. Nos Estados Unidos, a psilocibina ainda é considerada uma substância controlada, mas há pesquisas em andamento sobre seu uso para dependência e depressão. A psilocibina tem ganhado popularidade devido a ensaios clínicos bem-sucedidos e seu menor potencial de vício em comparação com outros alucinógenos.
O Ministério da Saúde da Nova Zelândia autorizou o uso medicinal da psilocibina, um composto encontrado em cogumelos alucinógenos, para tratar casos de depressão. O psiquiatra Cameron Lacey é o primeiro profissional a prescrever a substância em um programa controlado que combina psicoterapia e doses de psilocibina.
Esse avanço se insere em um movimento global que busca explorar o potencial dos psicodélicos no tratamento de condições como depressão e transtorno de estresse pós-traumático. Lacey, que possui vasta experiência em ensaios clínicos, começou a investigar a psilocibina após perceber que muitos de seus pacientes não respondiam a antidepressivos tradicionais.
Os tratamentos serão rigorosamente monitorados. Os pacientes não receberão a psilocibina imediatamente após a consulta. Eles passarão por três sessões de psicoterapia antes de receber a primeira dose, que será administrada em um ambiente controlado. Durante a experiência, que dura cerca de oito horas, os pacientes usarão máscaras e fones de ouvido com sons da natureza.
Lacey destaca que a experiência pode ser intensa e desafiadora. Após a administração da psilocibina, os pacientes discutirão suas emoções e memórias, ajudando a identificar as causas da depressão. Durante os ensaios clínicos, dois terços dos participantes relataram redução nos sintomas depressivos.
O custo do tratamento varia entre 16 mil e 19,5 mil dólares. Apesar do preço elevado, Lacey afirma que outros psiquiatras já demonstraram interesse em oferecer a terapia. A legalização da psilocibina na Nova Zelândia segue a tendência observada em outros países, como a Austrália, que também aprovou o uso de psicodélicos para fins terapêuticos.
Nos Estados Unidos, a psilocibina ainda é classificada como substância da Tabela I, embora ensaios clínicos estejam em andamento para avaliar seu uso no tratamento de dependência e depressão. A popularidade crescente da psilocibina se deve a ensaios clínicos bem-sucedidos, além de seu menor potencial de vício em comparação com outros alucinógenos.
Entre na conversa da comunidade