A situação em Gaza é muito grave, com falta extrema de água e alimentos. Desde abril, as pessoas têm acesso a apenas cinco litros de água por dia, quando o necessário seria cinquenta. A médica Ruth Barros, que trabalhou no norte de Gaza, diz que a região está completamente destruída e sem suprimentos básicos. Desde o início da guerra em outubro de 2023, mais de 56 mil palestinos morreram, e os hospitais estão quase todos fechados. A insegurança alimentar afeta quase toda a população de 2,2 milhões de pessoas, com 470 mil em risco elevado de fome. A entrada de ajuda humanitária é muito limitada, e mesmo quando alguns caminhões conseguem entrar, a quantidade é insuficiente. As pessoas estão morrendo ao tentar buscar alimentos, com cerca de 440 mortes registradas em menos de um mês. A população vive sob constante ameaça de bombardeios, e a destruição das infraestruturas de saúde piora ainda mais a situação.
Em Gaza, a situação humanitária se deteriora rapidamente, com escassez extrema de água e alimentos. Profissionais da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) relatam que, desde abril, os palestinos têm acesso a apenas cinco litros de água por dia, enquanto o mínimo necessário é de 50 litros. A médica Ruth Barros, que atuou no norte de Gaza, descreve a região como “completamente destruída” e sem acesso a suprimentos básicos.
Os bombardeios constantes resultam em um número alarmante de feridos e mortos. Desde o início da guerra em outubro de 2023, mais de 56 mil palestinos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde palestino. A enfermeira Damaris Giuliana, do MSF, destaca que a situação é uma forma de limpeza étnica e que os hospitais estão em colapso, com 94% fora de funcionamento.
Crise Alimentar e Acesso à Água
A insegurança alimentar atinge praticamente toda a população de Gaza, estimada em 2,2 milhões de pessoas. O mais recente relatório do IPC indica que 470 mil pessoas estão em risco elevado de fome. Barros observa um aumento drástico na desnutrição, especialmente entre crianças e mães. “As pessoas enfrentam uma degradação drástica”, afirma.
A entrada de ajuda humanitária foi severamente restringida, com Israel suspendendo a distribuição de suprimentos em março. Apesar de alguns caminhões terem conseguido entrar em Gaza, o volume é insuficiente para atender às necessidades. Paulo Reis, coordenador do hospital de campanha do MSF, relata que a situação é sem precedentes, com cerca de 30 cirurgias diárias e um fluxo constante de pacientes feridos.
Violência e Desespero
A morte de palestinos ao buscar ajuda se tornou uma ocorrência diária. Desde que a Fundação Humanitária para Gaza assumiu a distribuição de alimentos, cerca de 440 pessoas foram mortas em menos de um mês. As pessoas são forçadas a percorrer longas distâncias em busca de alimentos, enfrentando o risco de serem atingidas por tiros.
A população de Gaza vive sob constante ameaça, com bombardeios a cada hora. Reis destaca que a destruição das infraestruturas de saúde e a proibição de circulação em 80% do território agravam ainda mais a crise. A situação em Gaza é um reflexo de um conflito prolongado, onde a população civil sofre as consequências diretas da violência e da falta de acesso a serviços básicos.
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