Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Alimentos e do Instituto Fraunhofer IVV, da Alemanha, criaram um novo alimento feito de farinha de girassol, que pode substituir a carne. Essa farinha é obtida após a extração do óleo das sementes e foi processada para melhorar a digestibilidade. Foram feitas duas versões: uma com farinha de grãos torrados e outra com proteína texturizada de girassol, ambas adicionadas de tomate em pó, especiarias e uma mistura de óleos. Após serem moldadas em mini-hambúrgueres e assadas, as amostras foram testadas. A versão com proteína texturizada se destacou por ter melhor textura e mais proteínas e ácidos graxos saudáveis. Ela também apresentou altos níveis de minerais importantes. A escolha pela farinha de girassol se baseia em seu uso na Europa e no aumento do cultivo no Brasil. O produto não é geneticamente modificado e tem sabor neutro, o que facilita sua aceitação. A pesquisadora Maria Teresa Bertoldo Pacheco destacou que a farinha tem uma boa composição de aminoácidos essenciais, tornando-a uma alternativa viável à carne. O estudo também mostrou que processos como a extrusão são importantes para criar produtos com textura semelhante à carne, e a colaboração com os pesquisadores alemães ajudou a expandir as possibilidades de uso da farinha de girassol na alimentação.
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e do Instituto Fraunhofer IVV, da Alemanha, desenvolveram um novo alimento à base de farinha de girassol, que pode servir como substituto da carne. O projeto visa atender à crescente demanda por opções alimentares sustentáveis e saudáveis. A farinha é obtida após a extração do óleo das sementes, e seu processamento incluiu a remoção de cascas e compostos fenólicos, que prejudicam a digestibilidade.
Duas formulações foram criadas: uma com farinha de grãos torrados e outra com proteína texturizada de girassol. Ambas foram enriquecidas com tomate em pó, especiarias e uma mistura de óleos de girassol, oliva e linhaça. Após serem moldadas em mini-hambúrgueres e assadas, as amostras passaram por avaliações sensoriais e físico-químicas.
Os resultados indicaram que a versão com proteína texturizada apresentou melhor consistência e teores elevados de proteínas e ácidos graxos monoinsaturados. Essa opção também se destacou por seu conteúdo mineral, alcançando 49% de ferro, 68% de zinco, 95% de magnésio e 89% de manganês da ingestão diária recomendada.
A escolha pela farinha de girassol se deve ao seu uso comum na Europa e à expansão do cultivo no Brasil. Além disso, o produto não é geneticamente modificado e apresenta sabor neutro, facilitando sua aceitação no mercado. Maria Teresa Bertoldo Pacheco, pesquisadora do Ital, ressalta que a farinha possui uma composição favorável de aminoácidos essenciais, o que a torna uma alternativa viável à carne.
O estudo também enfatiza a importância de processos como a extrusão para criar produtos com textura semelhante à carne. A colaboração com pesquisadores alemães foi fundamental para a troca de conhecimentos e técnicas, ampliando as possibilidades de uso da farinha de girassol na alimentação.
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