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Aquecimento global provoca calor extremo e derretimento no Ártico americano

O Leste dos Estados Unidos enfrenta ondas de calor recordes, com cientistas alertando para a intensificação desses fenômenos climáticos extremos.

Homem se refresca numa fonte num parque de Nova York para tentar aliviar o calor que superou os 35C (Foto: AFP)
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O Leste dos Estados Unidos está enfrentando uma onda de calor recorde, que deve se tornar comum nos próximos anos, segundo cientistas. Essa onda de calor começou no início do verão e é causada pelo aquecimento do Ártico, que está intensificando fenômenos climáticos extremos. Cidades como Minneapolis e Nova York registraram temperaturas de 35,5°C, e o índice de calor, que leva em conta a umidade, superou os 38°C em áreas que costumam ser mais frescas. Pesquisas mostram que as ondas planetárias, que afetam o clima global, estão se tornando mais frequentes e duradouras, com a ocorrência desses eventos triplicando nos últimos 70 anos. O aquecimento no Ártico está mudando a atmosfera e fazendo com que a corrente de jato se desloque para o sul, afetando o clima nos EUA. Especialistas alertam que a atual onda de calor é um sinal de que as mudanças climáticas estão tornando esses eventos mais prováveis e perigosos, podendo impactar milhões de pessoas com calor extremo, chuvas fortes e inundações.

O Leste dos Estados Unidos enfrenta uma onda de calor recorde, que deve se tornar uma nova norma nos próximos anos, segundo cientistas. A situação, que começou no início do verão, é atribuída ao aquecimento do Ártico, que está intensificando padrões climáticos extremos.

Recentemente, cidades como Minneapolis e Nova York registraram temperaturas de 35,5°C. O índice de calor, que considera a umidade, superou os 38°C em áreas que normalmente são mais amenas. A pesquisa publicada na revista Scientific American destaca que esses eventos climáticos extremos estão se tornando mais frequentes devido às mudanças climáticas.

Impacto das Mudanças Climáticas

Estudos da Universidade da Pensilvânia e do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley revelam que as chamadas ondas planetárias, que influenciam o clima global, estão se intensificando. Essas correntes de ar, que normalmente se movem, agora estão causando estagnação de sistemas climáticos, resultando em ondas de calor prolongadas. A pesquisa indica que a frequência desses fenômenos triplicou nos últimos 70 anos.

O aquecimento no Ártico, que ocorre até quatro vezes mais rápido que em outras regiões do planeta, está alterando a atmosfera e deslocando a corrente de jato para o sul. Isso impacta diretamente as ondas planetárias e, consequentemente, o clima nos EUA. A pesquisa também aponta que o contraste crescente entre as temperaturas da terra e dos oceanos contribui para a intensificação desses padrões.

Consequências Futuras

O cientista Zachary Labe, da Climate Central, enfatiza que a extensão da atual cúpula de calor é um sinal claro de que a mudança climática está tornando essas ondas de calor não apenas mais prováveis, mas também mais perigosas. Com isso, milhões de pessoas podem ser afetadas por condições climáticas extremas, que incluem não apenas calor intenso, mas também chuvas torrenciais e inundações.

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