Um novo relatório mostra que as mortes por infartos agudos do miocárdio nos Estados Unidos caíram 89% entre 1970 e 2022. O estudo, publicado no *Journal of the American Heart Association*, revela que outros tipos de doenças cardíacas agora representam 81% das mortes relacionadas ao coração. Em 1970, os infartos eram responsáveis por 91% das mortes por doenças cardíacas, mas esse número caiu para 53% em 2022. Apesar dessa queda, as doenças cardíacas ainda são a principal causa de morte nos EUA, com uma redução geral de 66% nas fatalidades desde 1970. A cardiologista Jayne Morgan explica que, embora o número de infartos não tenha diminuído, as taxas de sobrevivência melhoraram devido a avanços em tratamentos e medicamentos. Infartos que não são fatais podem causar problemas crônicos, como insuficiência cardíaca. O cardiologista Cheng-Han Chen destaca que o dano ao coração varia conforme a gravidade do infarto. O estilo de vida americano, com altos índices de obesidade e sedentarismo, aumenta o risco de doenças cardíacas, e fatores socioeconômicos complicam ainda mais a situação, especialmente para mulheres. O relatório também aponta um aumento nas mortes por arritmias, que podem ser perigosas. Morgan recomenda exames anuais de saúde cardíaca, especialmente para quem sobreviveu a um infarto, e a American Heart Association sugere oito passos para manter a saúde do coração, enfatizando a importância de hábitos saudáveis.
Um novo relatório revela que as mortes por infartos agudos do miocárdio nos Estados Unidos diminuíram 89% entre 1970 e 2022. Publicado no dia 25 de junho no *Journal of the American Heart Association*, o estudo aponta que, atualmente, outros subtipos de doenças cardíacas representam 81% das fatalidades relacionadas ao coração.
Historicamente, os infartos eram responsáveis por 91% das mortes por doenças cardíacas em 1970, número que caiu para 53% em 2022. Apesar da redução significativa, as doenças cardíacas continuam a ser a principal causa de morte entre os americanos, com uma diminuição geral de 66% nas fatalidades desde 1970.
A cardiologista Jayne Morgan, vice-presidente de assuntos médicos da Hello Heart, destaca que o relatório não indica uma queda no número de infartos, mas sim uma melhoria nas taxas de sobrevivência. “Mais infartos estão se tornando sobrevivíveis agora em comparação a 55 anos atrás”, afirma Morgan. Isso se deve a avanços em medicamentos e procedimentos médicos que ajudam a salvar vidas durante crises cardíacas.
Consequências dos Infartos
Os infartos não fatais podem levar a condições crônicas, como insuficiência cardíaca e arritmias. O cardiologista Cheng-Han Chen explica que o dano ao músculo cardíaco varia conforme a gravidade do infarto. “Insuficiência cardíaca é um espectro, onde o coração não funciona tão bem quanto antes”, diz Chen, ressaltando que muitos sobreviventes podem viver com essa condição por longos períodos.
O estilo de vida americano, caracterizado por obesidade, sedentarismo e alimentação inadequada, aumenta o risco de doenças cardíacas. Morgan observa que fatores socioeconômicos complicam ainda mais esses riscos, especialmente em mulheres, que enfrentam complicações durante a gravidez que elevam o risco de doenças cardíacas.
Aumento das Mortes por Arritmias
O relatório também aponta um aumento nas mortes relacionadas a arritmias, que são distúrbios no ritmo cardíaco. Embora muitas arritmias sejam inofensivas, algumas podem ser fatais se interferirem no fluxo sanguíneo. Morgan enfatiza a importância de exames anuais de saúde cardíaca, especialmente para sobreviventes de infartos, para prevenir complicações futuras.
A American Heart Association (AHA) recomenda um conjunto de oito passos para manter a saúde do coração, que pode ser acessado em seu site. A conscientização sobre os riscos e a adoção de hábitos saudáveis são fundamentais para a prevenção de doenças cardíacas.
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