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Cientistas desenvolvem sangue artificial em laboratório como nova esperança médica

Pesquisas avançam no desenvolvimento de sangue artificial, mas desafios de segurança e eficácia ainda persistem.

Células sanguíneas (Foto: Argus/Adobe Stock)
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A escassez de sangue é um problema sério no mundo, com a necessidade de 112 milhões de doações por ano. A maioria dessas doações vem de países ricos, que têm apenas 16% da população global. Na Alemanha, por exemplo, são necessárias cerca de 15 mil doações diariamente. Para resolver essa falta, cientistas estão pesquisando formas de criar sangue artificial. Uma das abordagens é modificar células-tronco para produzir mais hemoglobina, usando a técnica CRISPR, mas os resultados ainda são limitados. Outras pesquisas utilizam enzimas de bactérias para transformar glóbulos vermelhos em tipo O, que é universal, embora isso possa causar reações alérgicas. Também estão sendo desenvolvidos glóbulos vermelhos sintéticos que imitam os naturais, mas a produção em grande escala ainda não é possível. As Forças Armadas dos EUA estão investindo em tecnologias para melhorar a resistência dos soldados, enquanto no Japão estão testando hemoglobina artificial que pode ser usada por qualquer tipo sanguíneo. Apesar das promessas, ainda existem desafios, como garantir a segurança e a eficácia do sangue artificial, e até que soluções viáveis sejam encontradas, as doações de sangue continuarão sendo essenciais.

Reservas de sangue enfrentam escassez global, com a necessidade de 112 milhões de doações anuais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A distribuição é desigual, com 40% das doações concentradas em países de alta renda, que representam apenas 16% da população mundial. Na Alemanha, são necessárias cerca de 15 mil doações diárias para atender à demanda.

A busca por alternativas à doação de sangue se intensifica, com pesquisas focadas no desenvolvimento de sangue artificial. Uma abordagem envolve a modificação de células-tronco sanguíneas para aumentar a produção de hemoglobina, permitindo que os glóbulos vermelhos transportem mais oxigênio. Pesquisadores da Universidade Stanford e da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) utilizam a edição genética CRISPR para esse fim, embora os resultados ainda sejam limitados.

Inovações em Sangue Artificial

Outras pesquisas exploram o uso de enzimas de bactérias intestinais para neutralizar grupos sanguíneos, transformando glóbulos vermelhos em tipo O, que é universal. Contudo, resíduos podem causar reações alérgicas. Além disso, cientistas da Universidade Estadual da Pensilvânia estão criando glóbulos vermelhos sintéticos que imitam as funções dos naturais, mas a produção em larga escala ainda não é viável.

As Forças Armadas dos EUA também investem em pesquisas para melhorar a performance dos soldados em condições adversas, utilizando nanopartículas em glóbulos vermelhos. No Japão, a Universidade Médica de Nara testa vesículas de hemoglobina artificiais, que podem ser adequadas para todos os tipos sanguíneos, com resultados promissores.

Desafios e Futuro

Apesar das inovações, o desenvolvimento de sangue artificial enfrenta desafios significativos, como garantir a segurança e a eficácia em larga escala. Reações imunológicas e a necessidade de cumprir todas as funções do sangue natural são preocupações constantes. Até que soluções viáveis sejam implementadas, a medicina continuará dependendo das doações de sangue.

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