- A médica brasileira Maitê Gadelha, de 29 anos, estuda Saúde Pública na Universidade de Edimburgo, na Escócia.
- Gadelha se destacou na saúde pública durante a pandemia de covid-19, atuando em iniciativas sociais e clínicas.
- Ela ficou surpresa ao descobrir que o Sistema Único de Saúde (SUS) é visto como um modelo de saúde pública na Escócia.
- A médica destaca a Estratégia Saúde da Família (ESF) como uma inovação importante do SUS, que tem sido replicada em outros países.
- Gadelha planeja retornar ao Brasil com novos conhecimentos e acredita no potencial do SUS para promover saúde à população.
A médica brasileira Maitê Gadelha, de 29 anos, está se destacando na área de saúde pública enquanto realiza um mestrado em Saúde Pública na Universidade de Edimburgo, na Escócia. Formada pela Universidade do Estado do Pará, Gadelha tem uma trajetória marcada por sua atuação em iniciativas sociais durante a pandemia de covid-19.
Durante sua formação, Gadelha trabalhou em clínicas itinerantes, atendendo comunidades ribeirinhas e quilombolas no Pará, além de ter atuado no Rio de Janeiro. Após concluir uma residência em Medicina da Família e um MBA, ela recebeu uma bolsa do governo britânico para estudar no Reino Unido. Seu objetivo é aprender sobre o sistema de saúde britânico e aplicar esse conhecimento no Brasil.
SUS como Modelo
Gadelha ficou surpresa ao perceber que o Sistema Único de Saúde (SUS) é considerado um exemplo de saúde pública na Escócia. Em suas aulas, muitos alunos internacionais questionaram como o Brasil consegue oferecer um nível de assistência médica tão amplo. Entre os professores, há um reconhecimento crescente do SUS como um modelo a ser estudado.
A médica destaca a Estratégia Saúde da Família (ESF) como uma das principais inovações do SUS. Esse modelo, que envolve agentes comunitários de saúde, tem sido replicado em outros países, incluindo o NHS do Reino Unido. Gadelha acredita que o Brasil tem muito a ensinar sobre a implementação de iniciativas de saúde comunitária.
Desafios e Aprendizados
Apesar dos avanços, Gadelha aponta que o Brasil enfrenta desafios, como a comunicação durante a pandemia. Ela observa que, mesmo com um sistema robusto, a comunicação falhou em momentos críticos. Além disso, a médica ressalta a necessidade de discutir sustentabilidade e mudanças climáticas na saúde pública brasileira.
Gadelha também defende a importância da educação continuada para os profissionais do SUS e a redução da carga burocrática que compromete o atendimento. Ela planeja retornar ao Brasil com novos conhecimentos e a convicção de que o SUS possui um potencial significativo para promover saúde à população. A médica acredita que, ao integrar as capacidades existentes, o Brasil pode avançar ainda mais na saúde pública.
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