- Paris enfrenta ondas de calor frequentes e busca soluções sustentáveis para resfriamento urbano.
- A cidade utiliza uma rede de 110 quilômetros de tubos subterrâneos que resfriam edifícios com água do rio Sena.
- O sistema climatiza mais de 800 edifícios, incluindo o Museu do Louvre, e reduz o consumo de energia e as emissões de dióxido de carbono.
- A empresa Fraîcheur de Paris, responsável pela rede, destaca que a tecnologia evita a liberação de ar quente nas ruas.
- A secretária-geral da Fraîcheur de Paris, Raphaëlle Nayral, alerta que as temperaturas em Paris podem chegar a até 50 ºC até 2050, tornando urgente a busca por alternativas ao ar-condicionado convencional.
Enquanto Paris enfrenta uma onda de calor intensa, uma rede subterrânea de resfriamento se destaca por utilizar água do rio Sena para climatizar mais de 800 edifícios, incluindo o Museu do Louvre. Desde 1991, essa tecnologia tem se mostrado uma alternativa eficiente ao ar-condicionado convencional, que consome muita energia e contribui para as emissões de gases de efeito estufa.
A cidade abriga a maior rede de resfriamento urbano da Europa, com 110 quilômetros de tubos subterrâneos. O sistema funciona transferindo calor do ar para a água fria do Sena, evitando a liberação de ar quente nas ruas. A empresa Fraîcheur de Paris, responsável pela rede, destaca que essa solução não apenas economiza eletricidade, mas também reduz o uso de produtos químicos e as emissões de dióxido de carbono.
A secretária-geral da Fraîcheur de Paris, Raphaëlle Nayral, alerta que as ondas de calor podem elevar as temperaturas em Paris a até 50 ºC até 2050. Para Nayral, é crucial encontrar soluções mais sustentáveis do que o ar-condicionado, que pode tornar a cidade inabitável. Estudos indicam que o uso excessivo de sistemas de climatização pode aumentar a temperatura urbana em até 0,5 ºC.
Atualmente, 12 estações de resfriamento bombeiam água do Sena para 867 locais, incluindo a Assembleia Nacional. Mesmo no inverno, o sistema pode ser útil para resfriar ambientes como salas de servidores e centros comerciais. Apesar de ser uma tecnologia antiga, sua implementação ainda é rara em outras partes do mundo, mas Paris tem avançado significativamente para enfrentar os desafios climáticos.
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