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UFMG cria repelente atóxico com duração de até seis meses para proteção eficaz

Repeltex® da UFMG promete proteção inovadora contra mosquitos por até seis meses, atraindo indústrias para produção em larga escala.

UFMG desenvolve repelente atóxico que pode durar seis meses (Foto: Divulgação/UFMG)
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  • A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) lançou o repelente Repeltex®, que oferece proteção contra mosquitos por até seis meses.
  • O produto é impregnado em tecidos e libera seu princípio ativo em um raio de dois a seis metros.
  • Testes mostraram eficácia de 74% contra o Aedes aegypti e 84% contra o Anopheles darlingi, vetor da malária.
  • O repelente é atóxico, sem cheiro e utiliza um tecido à base de sisal para controle na liberação do produto.
  • A startup InnoVec, criada em parceria com a UFMG, busca investidores para a produção em larga escala do Repeltex®.

Um novo repelente desenvolvido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) promete revolucionar a proteção contra mosquitos transmissores de doenças. O Repeltex® oferece proteção por até seis meses, sendo impregnado em tecidos, e já despertou o interesse de indústrias para produção em larga escala.

Diferente dos repelentes tradicionais, que precisam ser reaplicados a cada poucas horas, o Repeltex® libera seu princípio ativo em um raio de dois a seis metros, garantindo eficácia por 120 a 180 dias. A startup InnoVec, criada em 2023 em parceria com a UFMG, é responsável pelo desenvolvimento do produto, que é resultado de um projeto de pesquisa em colaboração com o Ifakara Health Institute da Tanzânia.

Os testes iniciais foram realizados em calçados, já que os mosquitos, como o Aedes aegypti, costumam picar as pernas e pés. O professor e pesquisador Álvaro Eiras, sócio-fundador da InnoVec, destaca que o objetivo é proteger o ambiente doméstico e reduzir o risco de transmissão de doenças. Os resultados mostraram uma repelência de 74% para o Aedes aegypti e 84% para o Anopheles darlingi, vetor da malária.

Tecnologia e Sustentabilidade

O repelente é atóxico e não possui cheiro, tornando-se uma opção viável para pessoas com alergias a outros produtos. A pesquisa utilizou um tecido à base de sisal, que absorve e libera o repelente de forma controlada. Além disso, parcerias com indústrias têxteis já estão em andamento para a produção em escala semi-industrial.

A startup busca investidores para viabilizar a entrada do Repeltex® no mercado. Com o apoio de setores como saúde pública, mineração e elétrico, a expectativa é que a tecnologia se torne uma ferramenta eficaz na luta contra doenças transmitidas por mosquitos.

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