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Alerta no Reino Unido sobre riscos do Ozempic e casos de pancreatite em destaque

MHRA investiga relação entre medicamentos GLP-1 e pancreatite após mortes e casos reportados, mas não há evidências de risco elevado.

As injeções de Ozempic estão autorizadas para a diabetes, mas também são utilizadas para emagrecimento (Foto: picture alliance (dpa/picture alliance via Getty Images))
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  • A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido investiga a relação entre medicamentos GLP-1, como Ozempic e Wegovy, e casos de pancreatite.
  • A investigação foi motivada por relatos de dez mortes e centenas de casos de pancreatite em usuários desses fármacos.
  • Apesar das preocupações, não há evidências claras de aumento significativo no risco de pancreatite entre os usuários.
  • A MHRA busca a colaboração de pacientes hospitalizados por pancreatite aguda para investigar possíveis fatores genéticos relacionados ao uso dos medicamentos.
  • A Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários (AEMPS) e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) não encontraram evidências que justifiquem medidas adicionais de vigilância.

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido está investigando a possível relação entre medicamentos GLP-1, como Ozempic e Wegovy, e casos de pancreatite. A investigação surge após relatos de dez mortes e centenas de casos de pancreatite em pacientes que utilizam esses fármacos. Apesar da preocupação, não há evidências claras que indiquem um aumento significativo no risco entre os usuários.

A MHRA solicitou a colaboração de pessoas hospitalizadas por pancreatite aguda para entender se fatores genéticos podem influenciar a inflamação do pâncreas em quem utiliza esses medicamentos. Alison Cave, responsável pela segurança na MHRA, sugere que um terço das reações adversas poderia ser evitado com testes genéticos. A pancreatite já foi observada em ensaios clínicos, mas afetou menos de 0,5% dos pacientes tratados com semaglutida, o princípio ativo dos medicamentos.

Cristóbal Morales, endocrinólogo no Hospital Universitário Virgen Macarena, ressalta que os medicamentos GLP-1 são considerados seguros, mas alerta para o uso inadequado, especialmente quando adquiridos de fontes não regulamentadas. Um estudo recente aponta que cerca de um milhão de pessoas no Reino Unido utilizam esses medicamentos apenas para emagrecimento, enquanto o total de usuários chega a 1,6 milhões quando incluem aqueles que os utilizam para diabetes ou problemas cardiovasculares.

Uso inadequado e riscos

A utilização de medicamentos GLP-1 para fins estéticos, sem supervisão médica, pode aumentar os riscos de efeitos colaterais. Andreea Ciudin, coordenadora da Unidade de Tratamento Integral da Obesidade, destaca que a pancreatite é um termo genérico que pode ter diversas causas, incluindo o uso inadequado de medicamentos. Ela enfatiza a importância de um diagnóstico preciso, que deve incluir dor abdominal e exames de imagem.

Atualmente, a Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários (AEMPS) não identificou casos de pancreatite acima da frequência habitual, e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) também não encontrou sinais que justifiquem medidas adicionais de vigilância. O uso crescente de medicamentos GLP-1 exige atenção, mas as evidências atuais não sustentam uma preocupação alarmante.

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