- A fluoretação da água é uma prática adotada desde mil novecentos e quarenta e cinco, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) como eficaz na prevenção de cáries, especialmente em populações de baixa renda.
- Estudos recentes levantaram preocupações sobre os efeitos do flúor no desenvolvimento neurológico infantil, resultando em proibições em estados como Utah e Flórida.
- Uma pesquisa do Instituto Karolinska, na Suécia, indicou que a exposição ao flúor pode estar associada à diminuição das habilidades cognitivas em crianças, mesmo em níveis abaixo do recomendado pela OMS.
- No Brasil, a fluoretação foi estabelecida pela lei nº 6.050, de mil novecentos e setenta e quatro, reduzindo significativamente os índices de cárie entre crianças.
- A eliminação do flúor da água nos Estados Unidos poderia resultar em mais de 25 milhões de dentes cariados a mais em crianças, com um custo estimado de US$ 9,8 bilhões em tratamentos.
A fluoretação da água, prática adotada desde 1945, é reconhecida por entidades como a OMS e o CDC como eficaz na prevenção de cáries, especialmente em populações de baixa renda. Contudo, estudos recentes levantaram preocupações sobre os efeitos do flúor no desenvolvimento neurológico infantil, levando estados como Utah e Flórida a proibir sua adição à água.
A controvérsia ganhou força após uma pesquisa do Instituto Karolinska, na Suécia, que acompanhou 500 crianças em Bangladesh. O estudo indicou que a exposição ao flúor, mesmo em níveis abaixo do recomendado pela OMS, poderia estar associada a uma diminuição nas habilidades cognitivas. Embora os pesquisadores ressaltem que não se pode afirmar uma relação de causa e efeito, a descoberta reacendeu o debate sobre a fluoretação.
Bruna Fronza, cirurgiã-dentista e professora da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, destaca que muitos estudos que questionam a fluoretação têm limitações metodológicas. A fluoretação atua fortalecendo o esmalte dental, revertendo perdas minerais e reduzindo a incidência de cáries, especialmente em populações com menor acesso a cuidados odontológicos.
No Brasil, a fluoretação foi estabelecida pela lei nº 6.050, de 1974, resultando em uma queda significativa nos índices de cárie. O Conselho Federal de Odontologia aponta que o índice de dentes cariados entre crianças caiu de 7,3 em 1980 para 1,7 em 2023. Apesar disso, cerca de 25% da população ainda não tem acesso adequado à fluoretação.
A recente revisão do National Toxicology Program sobre a exposição ao flúor e neurodesenvolvimento infantil identificou associações entre altos níveis de fluoreto e reduções de QI. No entanto, especialistas alertam que a qualidade metodológica dos estudos é questionável e que mais pesquisas são necessárias.
A eliminação do flúor da água poderia resultar em 25,4 milhões de dentes cariados a mais em crianças nos EUA, com um custo estimado de US$ 9,8 bilhões em tratamentos. Essa mudança afetaria principalmente crianças de baixa renda, ampliando desigualdades no acesso à saúde bucal.
Enquanto os EUA reavaliam a fluoretação, o Brasil busca expandir sua implementação. Contudo, a fiscalização e a qualidade da fluoretação ainda precisam de melhorias. Claudio Miyake, presidente do CFO, enfatiza a importância de programas de prevenção e acesso a cuidados odontológicos, especialmente em áreas vulneráveis.
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