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Mortes por doenças não transmissíveis aumentam 43% nas Américas desde 2000

Mortes por doenças não transmissíveis aumentam 43% nas Américas, com urgência em ações preventivas para reverter a crise de saúde pública.

Enfermeira prepara sessão de quimioterapia para paciente com câncer no Hospital Heliópolis, em São Paulo (Foto: Lalo de Almeida - 03.ago.2018/Folhapress)
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  • As mortes por doenças não transmissíveis nas Américas aumentaram 43% desde o ano 2000, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).
  • Essas doenças representam 65% de todas as mortes na região, com 40% ocorrendo antes dos 70 anos.
  • Em 2021, cerca de 6 milhões de pessoas foram afetadas, com doenças cardiovasculares causando 2,16 milhões de óbitos, seguidas por câncer com 1,37 milhão e diabetes com mais de 420 mil mortes.
  • O aumento das mortes é atribuído a fatores de risco modificáveis, como consumo de álcool e tabaco, dietas inadequadas e sedentarismo.
  • A Opas destaca a necessidade urgente de ações preventivas para enfrentar essa crise de saúde pública.

As mortes por doenças não transmissíveis nas Américas aumentaram 43% desde o ano 2000, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). O alerta foi feito em um comunicado na quarta-feira (2) pelo diretor da Opas, Jarbas Barbosa, que destacou a urgência da situação. Essas doenças representam 65% de todas as mortes na região, com quase 40% ocorrendo antes dos 70 anos.

Em 2021, aproximadamente 6 milhões de pessoas foram afetadas por doenças não transmissíveis, conforme o relatório “DNT em uma olhada rápida 2025”. As doenças cardiovasculares foram responsáveis por 2,16 milhões de óbitos, seguidas pelo câncer com 1,37 milhões e diabetes com mais de 420 mil mortes. O suicídio, que é a quarta causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, resultou em 100.760 vidas perdidas.

Fatores de Risco

O crescimento da população e o envelhecimento são fatores que contribuem para o aumento dessas doenças. No entanto, a Opas enfatiza que muitas delas são preveníveis. O aumento das mortes é atribuído a fatores de risco modificáveis, como o consumo de álcool e tabaco, dietas inadequadas e sedentarismo. O relatório também menciona os desafios ambientais e de saúde mental, como a poluição do ar, que agrava doenças cardiovasculares e respiratórias.

Desde 2000, as taxas de suicídio aumentaram 17,4%, especialmente entre homens. A Opas ressalta a necessidade de ações preventivas para enfrentar essa crise de saúde pública, que afeta milhões de pessoas na região.

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