- O ano de 2024 é o mais quente da história, com aumento de temperatura superior a 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais.
- Cientistas alertam que esse cenário pode indicar a superação de um “ponto sem retorno” no aquecimento global.
- O documentário “Sem Retorno” discute a necessidade de zerar as emissões de carbono até 2040 para evitar consequências graves.
- O cientista Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo, afirma que a liberação de 400 a 500 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa pode inviabilizar a meta de 1,5°C.
- A pesquisadora Luciana Gatti, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, destaca que a Amazônia pode ajudar na luta contra o aquecimento se as emissões forem cessadas.
O ano de 2024 já se destaca como o mais quente da história, superando a marca de 1,5°C de aumento na temperatura média da Terra em relação aos níveis pré-industriais. Cientistas alertam que esse cenário pode indicar que já ultrapassamos um “ponto sem retorno” no aquecimento global. O documentário “Sem Retorno”, que estreia hoje no Canal UOL e no YouTube de UOL Prime, discute a urgência de zerar as emissões de carbono até 2040 para evitar consequências desastrosas.
O aumento acelerado da temperatura não é apenas uma sensação térmica, mas o início de um efeito dominó que pode ser devastador. O cientista Paulo Artaxo, da USP, afirma que, se ultrapassarmos esses limites, poderemos liberar entre 400 a 500 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera, tornando impossível atingir a meta de 1,5°C. Ele alerta que isso pode significar o fim da vida como a conhecemos, incluindo a nossa própria espécie.
Possibilidades de Mitigação
Apesar do cenário alarmante, há esperança. A pesquisa indica que o aquecimento global pode ser contido nas próximas décadas, desde que as emissões de carbono sejam eliminadas. Se essa meta for alcançada até 2040, a temperatura média não deve ultrapassar 2°C, o que poderia salvar vidas humanas e preservar 25% da biodiversidade oceânica.
A pesquisadora Luciana Gatti, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), destaca que a Amazônia, que tem sido um grande absorvedor de carbono, pode se tornar uma aliada na luta contra o aquecimento. Ela afirma que, se a ação humana transformou a Amazônia em uma fonte de carbono, basta cessar as emissões para reverter essa situação.
O documentário “Sem Retorno” traz à tona a urgência de ações concretas para mitigar os efeitos do aquecimento global e a importância de um compromisso coletivo para garantir um futuro sustentável.
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