- Mark Suzman, diretor executivo da Fundação Gates, alertou sobre uma crise no financiamento do desenvolvimento durante a IV Conferência da ONU em Sevilha.
- A fundação, com um orçamento anual superior ao de países como a Espanha, enfrenta cortes significativos na ajuda internacional.
- Suzman destacou que o mundo pode ver um aumento na mortalidade infantil e nas mortes por doenças infecciosas, como malária e HIV, após 25 anos de progresso.
- Ele enfatizou a importância da inovação e do investimento em saúde e nutrição para enfrentar esses desafios, com a fundação planejando gastar quase 9 bilhões de dólares este ano.
- Suzman pediu que os governos assumam a responsabilidade pela cooperação e políticas de desenvolvimento, elogiando a Espanha por aumentar sua contribuição para a ajuda internacional.
Mark Suzman, diretor executivo da Fundação Gates, alertou sobre uma crise no financiamento do desenvolvimento durante a IV Conferência da ONU sobre o tema, realizada em Sevilha. Com um orçamento anual superior ao de países como a Espanha, a fundação se destaca em um cenário de cortes significativos na ajuda internacional.
Suzman enfatizou que, após 25 anos de progresso na redução da mortalidade infantil e de doenças infecciosas, o mundo enfrenta um retrocesso. Ele prevê que este pode ser o primeiro ano do século XXI com aumento na mortalidade infantil evitável e nas mortes por doenças como malária e HIV. O impacto dos cortes de financiamento, especialmente dos Estados Unidos, já é visível, principalmente na África.
Inovação e Investimento
O executivo destacou a importância da inovação e do investimento em saúde e nutrição para enfrentar esses desafios. Ele acredita que, se forem feitas as escolhas certas, é possível reduzir a mortalidade infantil e combater doenças infecciosas. A fundação está investindo em novas vacinas e tecnologias que podem transformar a abordagem atual.
Entretanto, Suzman alertou que as fundações filantrópicas, por maiores que sejam, não podem substituir o papel dos governos. Ele mencionou que muitos países do Sul Global estão gastando mais com o pagamento da dívida do que com saúde e educação, o que limita suas capacidades de investimento.
Papel dos Governos
A situação atual exige que os governos assumam a responsabilidade pela cooperação e políticas de desenvolvimento. Suzman elogiou a Espanha por aumentar sua contribuição para a ajuda internacional, destacando que isso não apenas beneficia o país, mas também o mundo. Ele defendeu que a prioridade deve ser o investimento em capital humano, especialmente em saúde e nutrição, para garantir um futuro mais sustentável.
A Fundação Gates planeja gastar quase 9 bilhões de dólares este ano, comprometendo-se a investir 200 bilhões de dólares até 2045. Suzman acredita que, com o apoio adequado, é possível alcançar avanços significativos nas áreas de saúde e nutrição, mesmo diante de um cenário global desafiador.
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