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Mulheres, crianças e adolescentes do Brics+ enfrentam desafios sociais e econômicos

Brics+ pode transformar a saúde de mulheres e crianças com investimentos estratégicos e cooperação regional, enfrentando desigualdades urgentes.

Foto: Reprodução
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  • A mortalidade materna e infantil é um problema global, com mais de 260 mil mulheres e 4,8 milhões de crianças morrendo anualmente, principalmente em países do Brics+.
  • O bloco pode liderar uma nova abordagem de cooperação Sul-Sul, priorizando investimentos e políticas que enfrentem desigualdades e promovam inovações acessíveis.
  • Complicações durante a gravidez e o parto são responsáveis por muitas dessas mortes, com altas taxas observadas em países como Índia, Nigéria e Etiópia.
  • O Brics+ responde por 97% da mortalidade materna e 94% das mortes de recém-nascidos globalmente, com desigualdades significativas entre populações vulneráveis.
  • Investimentos em saúde materna e infantil podem gerar um retorno de até US$ 20 para cada dólar aplicado, contribuindo para o crescimento econômico e a estabilidade social.

A mortalidade materna e infantil continua a ser um desafio global, com mais de 260.000 mulheres e 4,8 milhões de crianças morrendo anualmente, principalmente em países do Brics+. O bloco pode liderar uma nova abordagem de cooperação Sul-Sul, priorizando investimentos e políticas que abordem desigualdades e promovam inovações acessíveis.

Complicações durante a gravidez e o parto são responsáveis por mais de 260.000 mortes de mulheres anualmente. Além disso, cerca de 4,8 milhões de crianças com menos de cinco anos falecem, muitas vezes por causas evitáveis. Os países do Brics+, como Índia, Nigéria e Etiópia, enfrentam altas taxas de mortalidade materna e infantil, com mortes frequentemente atribuídas a hemorragias, sepse e desnutrição.

O Brics+ e seus parceiros respondem por 97% da mortalidade materna e 94% das mortes de recém-nascidos globalmente. Apesar de alguns membros terem avançado na redução dessas taxas, persistem desigualdades significativas, especialmente entre populações vulneráveis. Os jovens enfrentam desafios em saúde sexual e reprodutiva, além de problemas como casamento precoce e violência de gênero.

A Saúde como Questão Econômica

A saúde de mulheres, crianças e adolescentes é crucial para o crescimento econômico e a estabilidade social. Investimentos em saúde materna e infantil podem gerar um retorno de até US$ 20 para cada dólar aplicado, impulsionando a participação no mercado de trabalho e melhorando a educação. Contudo, muitos países do Brics+ enfrentam crises demográficas que exigem atenção urgente.

Com a diminuição do apoio financeiro externo, o Brics+ deve buscar soluções próprias. O bloco possui recursos e conhecimento para implementar uma nova forma de cooperação Sul-Sul, focando na fabricação regional de produtos de saúde e no compartilhamento de inovações.

O Papel do Brics+ na Nova Ordem Global

O Brics+ pode fortalecer a saúde regional ao priorizar investimentos em infraestrutura de saúde e treinamento de profissionais. Além disso, deve promover a coerência entre políticas econômicas e de saúde, abordando desigualdades estruturais. A flexibilidade na propriedade intelectual e a transferência de tecnologia são essenciais para garantir que inovações de saúde sejam acessíveis.

A coalizão do Brics+ não é apenas um fórum diplomático, mas uma força que pode redefinir a liderança global. Ao colocar a saúde de mulheres, crianças e adolescentes no centro de sua agenda, o bloco pode oferecer um modelo de solidariedade e desenvolvimento que atenda às necessidades da maioria da população mundial. O momento de agir é agora.

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