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Baleias-jubarte são resgatadas de redes de pesca em Ilhabela e Ubatuba

Duas baleias-jubarte foram resgatadas no litoral norte de São Paulo, destacando a necessidade urgente de ações para proteger esses animais.

Equipe de resgate tenta tirar rede de pesca de baleia-jubarte no litoral norte de São Paulo (Foto: Instituto Agronauta)
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  • Duas baleias-jubarte foram resgatadas no litoral norte de São Paulo em menos de 15 dias, uma em Ilhabela e outra em Ubatuba.
  • O número de resgates já iguala o total da temporada anterior, segundo o Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha.
  • A primeira baleia foi resgatada em 16 de junho, após ficar emaranhada em redes de pesca. A operação foi interrompida por questões de segurança.
  • A segunda baleia, uma juvenil de cerca de sete metros, foi encontrada presa em rede. O resgate ocorreu em duas etapas, com a remoção completa de 27 metros de rede em 30 de junho.
  • Especialistas destacam a necessidade de ações integradas para mitigar o emalhe acidental, que ocorre devido à sobreposição das rotas migratórias das baleias com áreas de pesca.

Em menos de 15 dias, duas baleias-jubarte foram resgatadas no litoral norte de São Paulo, uma em Ilhabela e outra em Ubatuba. O número de resgates já iguala o total da temporada anterior, segundo o Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha. As jubartes estão em migração para o sul da Bahia, e a temporada de avistamentos no litoral paulista vai de abril a agosto, com expectativa de recorde este ano.

A primeira baleia foi resgatada em 16 de junho, após ser avistada emaranhada em redes de pesca. A equipe de resgate, composta por profissionais treinados, conseguiu realizar cortes parciais nos cabos presos ao animal, mas a operação foi interrompida por questões de segurança. A baleia ficou com parte dos petrechos ainda presa.

No segundo caso, em Ubatuba, uma baleia juvenil de cerca de sete metros foi encontrada presa em rede. O resgate ocorreu em duas etapas, com a primeira intervenção em 19 de junho. Técnicas de desenredamento foram aplicadas, resultando em um desemalhe parcial. No dia 30, a equipe conseguiu remover completamente cerca de 27 metros de rede, e a jubarte apresentou comportamento ativo, indicando melhora na mobilidade.

Carla Beatriz Barbosa, bióloga coordenadora do instituto, destacou que o emalhe acidental ocorre devido à sobreposição das rotas migratórias das baleias com áreas de pesca. Para mitigar esses impactos, são necessárias ações integradas de monitoramento e educação ambiental. O diretor do Aquário de Ubatuba, Hugo Gallo Neto, reforçou a importância de equipes preparadas para responder rapidamente a essas situações, alertando sobre os riscos de intervenções não profissionais.

As técnicas de resgate seguem protocolos internacionais adaptados ao Brasil, com treinamentos promovidos por instituições como o Center for Coastal Studies e o Instituto Chico Mendes. A operação envolve o uso de embarcações pequenas e ferramentas específicas para cortar redes, priorizando a segurança tanto das baleias quanto dos socorristas.

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