- O Brasil anunciou uma parceria para a Eliminação das Doenças Determinadas Socialmente durante a Cúpula de Líderes do BRICS, realizada no Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, em sete de julho de dois mil e vinte e cinco.
- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou que a iniciativa visa combater desigualdades que afetam a saúde global, como renda, escolaridade e gênero.
- O acordo é inspirado no Programa Brasil Saudável, que busca eliminar doenças ligadas à pobreza até dois mil e trinta. Doenças como tuberculose e HIV/aids estão entre as prioridades.
- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a parceria permitirá avanços na produção de medicamentos, como a insulina humana.
- O Brasil, que preside o BRICS, colabora com países como China e Índia para garantir a sustentabilidade das ações de saúde.
Sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Cúpula de Líderes do BRICS anunciou, nesta segunda-feira (7/7), uma parceria inovadora para a Eliminação das Doenças Determinadas Socialmente. O evento ocorreu no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro, e contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Lula destacou que a iniciativa é um esforço conjunto para combater as desigualdades que afetam a saúde global. Ele afirmou que fatores como renda, escolaridade, gênero, raça e local de nascimento ainda determinam quem adoece e quem morre. O presidente enfatizou que doenças como o mal de Chagas e a cólera poderiam já ter sido erradicadas se estivessem presentes em países desenvolvidos.
O acordo, considerado um marco na agenda de saúde, foi inspirado no Programa Brasil Saudável, que visa eliminar até 2030 doenças ligadas a condições de pobreza e exclusão social. Entre as doenças-alvo estão tuberculose, hanseníase e HIV/aids. Lula ressaltou a importância de investimentos em saneamento básico, alimentação, educação e moradia digna para garantir o direito à saúde.
Parceria e Avanços
O ministro Padilha afirmou que a parceria permitirá ao Brasil avançar em projetos de produção de medicamentos, como a insulina humana, com entregas programadas para esta semana. A iniciativa foi recomendada pelos ministros da Saúde dos BRICS em uma reunião em Brasília, em junho, e visa garantir a sustentabilidade e o monitoramento da ação.
O Brasil, que atualmente preside o BRICS, tem se destacado na construção dessa parceria, que inclui a colaboração com países como China e Índia. A eliminação da filariose linfática como problema de saúde pública, reconhecida pela OMS em 2024, serve como exemplo da eficácia de ações integradas no combate a doenças sociais.
BRICS e Saúde
O BRICS é um bloco composto por 11 países, incluindo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Sob a presidência brasileira, foram estabelecidos grupos de trabalho em diversas áreas, incluindo saúde, com o objetivo de priorizar a cooperação em temas relevantes. A nova parceria representa um passo significativo na luta contra as desigualdades em saúde, reafirmando o compromisso do Brasil com a justiça social e a dignidade humana.
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