- A raiva transmitida por morcegos vampiros na América Latina causa perdas anuais de US$ 50 milhões para agricultores.
- Um novo método de vacinação oral foi desenvolvido, permitindo que a vacina seja aplicada na pelagem dos morcegos em forma de gel.
- Em um teste inicial, 88% de uma colônia de 117 morcegos foi vacinada em sete dias.
- Nos Estados Unidos, seis organizações médicas e uma médica anônima processaram o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., por remover as vacinas contra COVID-19 da lista de recomendações.
- Os autores do processo afirmam que a mudança foi feita sem consulta a especialistas e pode prejudicar a saúde pública.
A raiva transmitida por morcegos vampiros na América Latina gera perdas anuais de US$ 50 milhões para agricultores. Recentemente, um novo método de vacinação oral foi desenvolvido, mostrando potencial para reduzir a transmissão da doença. A vacina, aplicada na pelagem dos morcegos em forma de gel, permite que os animais a compartilhem entre si durante a limpeza mútua. Em um teste inicial, 88% de uma colônia de 117 morcegos foi vacinada em apenas sete dias.
Esse avanço pode ser crucial para proteger a pecuária, evitando o uso de métodos prejudiciais, como envenenamento. A vacinação em morcegos vampiros pode, portanto, representar uma solução eficaz e sustentável para o controle da raiva na região.
Controvérsia nos EUA
Nos Estados Unidos, a situação é diferente. Seis organizações médicas e uma médica anônima processaram o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos. O processo contesta a decisão de remover as vacinas contra COVID-19 da lista de recomendações para crianças e gestantes. Os autores alegam que essa mudança, feita sem consulta a especialistas independentes, é prejudicial à saúde pública.
O advogado Richard H. Hughes IV, que lidera a ação, afirma que as intenções do secretário são claras: “Ele visa destruir vacinas”. Essa controvérsia destaca a tensão em torno das políticas de saúde pública e o acesso a vacinas, especialmente em um momento em que a eficácia das vacinas contra COVID-19 continua a ser debatida.
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