- O neurocientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Lent, lançou o livro “Existo, Logo penso”.
- A obra aborda o desenvolvimento do cérebro humano desde a infância até a velhice, combinando experiências pessoais e pesquisas.
- Lent discute a importância de momentos de inatividade para a criatividade e os efeitos das mídias digitais na memória e aprendizado.
- Ele destaca que a leitura de livros favorece a reflexão e a memorização, ao contrário do uso excessivo de celulares.
- O autor enfatiza a necessidade de equilíbrio no uso de tecnologias digitais, especialmente entre crianças, para promover o bem-estar mental.
Roberto Lent, neurocientista da UFRJ, lançou o livro Existo, Logo penso, onde explora o desenvolvimento do cérebro humano ao longo da vida. A obra, que mescla experiências pessoais e pesquisas, aborda desde a formação cerebral em bebês até os desafios enfrentados na velhice.
Lent, que passou por uma experiência traumática durante a ditadura militar, utiliza sua vivência para discutir a importância de momentos de inatividade para a criatividade. Ele ressalta que, em tempos de sobrecarga informativa, o cérebro precisa esquecer para abrir espaço para novas memórias. Memórias ligadas a eventos emocionais, no entanto, tendem a permanecer intactas.
O neurocientista também analisa os impactos das mídias digitais na memória e no aprendizado. Ele argumenta que a leitura de livros, em comparação com o uso de celulares, proporciona um ambiente mais favorável à reflexão e à memorização. As mídias digitais, com seu design de scroll infinito, podem prejudicar a capacidade de concentração e a criatividade.
Lent destaca que o desenvolvimento do cérebro é um processo complexo. Ele menciona que os bebês nascem com apenas 30% do total de neurônios, o que explica seus movimentos limitados. A pesquisa atual busca entender melhor como o cérebro se desenvolve desde o útero, revelando que os bebês já captam sons e ritmos antes de nascer.
Além disso, Lent discute a importância da empatia e da emoção no aprendizado. Ele afirma que a leitura compartilhada, realizada em um ambiente afetivo, potencializa a memorização. A música, por sua vez, pode ser um recurso pedagógico eficaz, melhorando o desempenho em disciplinas como Matemática.
Por fim, o neurocientista enfatiza a necessidade de um equilíbrio no uso de tecnologias digitais, especialmente entre crianças. Momentos de desconexão são essenciais para a criatividade e o bem-estar mental. A obra de Lent não apenas ilumina a neurociência, mas também oferece reflexões sobre a vida e a educação.
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