Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Corpos exaustos revelam os desafios enfrentados por trabalhadores em diversas áreas

Byung-Chul Han alerta para os riscos da cultura fitness, que transforma o corpo em mercadoria e gera exaustão emocional.

A falha, o cansaço ou mesmo o prazer do ócio têm sido demonizados (Foto: Adobe Stock)
0:00
Carregando...
0:00
  • Byung-Chul Han, filósofo sul-coreano, critica o mundo fitness como uma forma de “pornografia da transparência”.
  • Ele argumenta que o corpo idealizado se torna uma mercadoria, gerando pressão e sofrimento para o indivíduo.
  • Han observa que a sociedade atual é marcada por uma excessiva positividade, onde a autoexploração é vista como motivação.
  • O culto ao corpo ideal reflete a sociedade do desempenho, transformando a saúde em um meio para atingir padrões estéticos.
  • O filósofo propõe um contramovimento que valoriza a negatividade, o descanso e os limites como formas de resistência à tirania do fitness.

Byung-Chul Han, filósofo sul-coreano, critica o mundo fitness como uma forma de “pornografia da transparência”. Em suas análises, ele argumenta que o corpo idealizado se transforma em mercadoria, gerando pressão e sofrimento para o indivíduo. Han propõe um contramovimento que valoriza a negatividade e a experiência do corpo além da estética.

O autor destaca que a sociedade contemporânea não é mais marcada pela repressão, mas por uma excessiva positividade. Em obras como “Sociedade do Cansaço” e “Sociedade da Transparência”, ele observa que o sujeito atual vive sob o imperativo do desempenho, onde a autoexploração se disfarça de motivação. O corpo ideal se torna um símbolo de sucesso e autocontrole, enquanto a falha e o cansaço são patologizados.

A Crítica ao Mundo Fitness

Han identifica o culto ao corpo ideal como um reflexo da sociedade do desempenho, onde o comando é “realize-se!” em vez de “obedeça!”. O fitness, segundo ele, reduz o corpo a uma vitrine e o sujeito a uma “eu-empresa”. Nesse cenário, a saúde é instrumentalizada em prol da estética e da produtividade, resultando em indivíduos constantemente pressionados pela autodisciplina.

O filósofo observa que essa dinâmica gera um ciclo de exaustão emocional. A busca incessante pela melhor versão de si mesmo leva ao esgotamento físico e psíquico. A liberdade se transforma em autoexploração, e a saúde se torna um meio para atingir padrões estéticos hegemônicos.

Proposta de Resgate da Negatividade

Diante desse quadro, Han sugere um retorno à negatividade, valorizando o descanso, a fragilidade e os limites como formas de resistência. Ele defende que a verdadeira liberdade requer espaço para o tédio, o erro e a opacidade. A transmutação do corpo de mercadoria a um espaço de experiência é vista como um passo essencial para reumanizá-lo.

O filósofo conclui que a sociedade do desempenho é uma produtora de depressivos e fracassados. Portanto, resgatar a negatividade pode ser fundamental para combater a tirania do fitness e promover uma relação mais saudável com o corpo.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais