- Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um método para detectar adulterações no azeite de oliva extravirgem.
- A técnica combina cromatografia gasosa e aprendizado de máquina, aumentando a precisão na análise da qualidade do produto.
- O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apoiou a pesquisa, que é relevante devido às proibições recentes de marcas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
- O novo método permite identificar fraudes com maior confiabilidade, separando e quantificando compostos químicos do azeite.
- Especialistas recomendam que consumidores verifiquem a rotulagem e a acidez do azeite, que deve ser no máximo de 0,8% para ser considerado extravirgem.
Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um método inovador para detectar adulterações no azeite de oliva extravirgem. A técnica, que utiliza cromatografia gasosa e aprendizado de máquina, visa aumentar a precisão na análise da qualidade do produto, especialmente em um contexto onde o azeite é um dos alimentos mais adulterados globalmente.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apoiou a pesquisa, que se torna crucial diante das recentes proibições de marcas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Desde maio, a Anvisa já vetou a venda de nove marcas no Brasil, refletindo a gravidade do problema. O novo método permite identificar fraudes com maior confiabilidade, separando e quantificando os compostos químicos do azeite.
A técnica de cromatografia gasosa bidimensional abrangente é um avanço em relação aos métodos tradicionais. O professor Leandro Hantao, um dos responsáveis pela pesquisa, destaca que a nova abordagem oferece um detalhamento superior da composição química, facilitando a detecção de adulterações. O modelo de aprendizado de máquina alimenta-se de parâmetros de qualidade, tornando o processo de verificação mais rápido e abrangente.
Dicas para Consumidores
Embora a análise detalhada seja complexa, especialistas da Unicamp oferecem dicas para consumidores evitarem fraudes. Azeites adulterados geralmente não apresentam alterações perceptíveis em textura ou sabor. Portanto, é essencial observar a rotulagem, buscando selos de certificação internacional. A acidez é outro fator importante: para ser considerado extravirgem, o azeite deve ter acidez máxima de 0,8%.
Além disso, o preço deve ser um indicativo. Azeite de oliva é um produto caro, e preços muito baixos podem sinalizar adulterações. Hantao e o nutricionista Dennys Cintra alertam que fraudes comuns incluem a mistura com óleos mais baratos, como o de soja, que não traz riscos à saúde, mas é uma fraude econômica.
O azeite extravirgem, por sua vez, é valorizado por suas propriedades benéficas à saúde, sendo rico em ômega-9 e vitamina E. O método da Unicamp promete não apenas melhorar a detecção de fraudes, mas também contribuir para a segurança alimentar e a proteção do consumidor.
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