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Ministério da Saúde promove testagem para diagnóstico precoce de hepatites no Brasil

Campanha do Ministério da Saúde visa aumentar testagem e tratamento de hepatites virais, com foco na redução da mortalidade até 2030.

Foto: Reprodução
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  • O Ministério da Saúde lançou a campanha “Um teste pode mudar tudo” para aumentar a conscientização sobre hepatites virais.
  • A iniciativa visa promover a testagem e o tratamento, especialmente para hepatite B, que ainda apresenta altos índices de mortalidade.
  • Dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais mostram uma redução de 50% nos óbitos por hepatite B e de 60% por hepatite C entre 2014 e 2024.
  • Uma nova plataforma de monitoramento foi criada para acompanhar diagnósticos e tratamentos, com o objetivo de dobrar o número de pacientes em tratamento.
  • A vacinação contra hepatite A já reduziu os casos em 99,9% entre crianças menores de 10 anos, e o Brasil certificou 18 municípios em ações de eliminação da doença.

O Ministério da Saúde lançou a campanha “Um teste pode mudar tudo” para promover a conscientização sobre hepatites virais. A iniciativa, que ocorre durante o mês de conscientização, visa aumentar a testagem e o tratamento, especialmente para hepatite B, que ainda apresenta altos índices de mortalidade.

Dados do novo Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais mostram uma redução de 50% nos óbitos por hepatite B e de 60% por hepatite C entre 2014 e 2024. O Brasil se aproxima da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prevê uma diminuição de 65% nas mortes até 2030. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou a necessidade de ampliar a testagem e o tratamento.

Plataforma de Monitoramento

Uma nova plataforma de monitoramento foi apresentada, permitindo que estados e municípios acompanhem quantas pessoas foram diagnosticadas e quantas iniciaram o tratamento. Em 2024, 115,3 mil pessoas foram indicadas para tratamento de hepatite B, mas apenas 58,8 mil iniciaram. Para hepatite C, 12,5 mil receberam indicação e 9,1 mil começaram o tratamento. O objetivo é dobrar o número de pacientes em tratamento, alinhando-se às metas da OMS.

A campanha também destaca a testagem gratuita disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O tratamento para hepatite B inclui medicamentos como tenofovir e entecavir, enquanto a hepatite C é tratada com antivirais de ação direta, que têm taxa de cura superior a 95%. A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção, com vacinas disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Avanços na Vacinação

O Brasil já registrou uma redução de 99,9% nos casos de hepatite A entre crianças menores de 10 anos. A vacinação contra hepatite A foi ampliada para usuários da PrEP, com o objetivo de vacinar 80% dessa população. Desde a inclusão da vacina no SUS em 2014, os casos da doença caíram drasticamente, de 6.261 em 2013 para 437 em 2021.

Além disso, o Ministério da Saúde lançou o Guia de Eliminação das Hepatites Virais, que orienta ações de prevenção e eliminação da doença. Até o momento, 18 municípios foram certificados em categorias de reconhecimento, refletindo o compromisso do Brasil com a erradicação das hepatites virais.

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