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Frear a puberdade: entenda quando essa intervenção é necessária para os filhos

A puberdade precoce cresce após a pandemia, com obesidade e estresse como fatores principais. Acompanhe os sinais e busque orientação médica.

Crescimento de pelos nas axilas é um dos sinais da puberdade, que costuma começar entre os 8 e 13 anos nas meninas e entre os 9 e 14 nos meninos (Foto: Ruslan Russland/Adobe Stock)
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  • A puberdade precoce ocorre quando crianças apresentam sinais de desenvolvimento sexual antes dos oito anos nas meninas e nove anos nos meninos.
  • O aumento de casos tem sido observado, especialmente após a pandemia, com fatores como obesidade e estresse sendo apontados como contribuintes.
  • A endocrinologista Ana Claudia Latronico, da Universidade de São Paulo, destaca que a forma mais comum é a puberdade precoce central, onde o cérebro ativa o processo antes do esperado.
  • Crianças que passam por puberdade precoce podem enfrentar problemas emocionais, como ansiedade e depressão, além de riscos de sexualização precoce.
  • A endocrinologista Gabriela de Carvalho Kraemer alerta que a obesidade infantil é um dos principais fatores associados ao aumento dos casos, e a orientação médica é fundamental para o diagnóstico e tratamento.

A puberdade precoce, que ocorre quando crianças apresentam sinais de desenvolvimento sexual antes dos 8 anos nas meninas e 9 anos nos meninos, tem se tornado uma preocupação crescente, especialmente após a pandemia. Estudos indicam que fatores como obesidade e estresse podem estar contribuindo para esse aumento.

Durante a puberdade, o corpo passa por transformações significativas, como o crescimento acelerado e mudanças hormonais. No entanto, quando esses sinais aparecem antes do esperado, podem resultar em consequências físicas e emocionais sérias. A endocrinologista Ana Claudia Latronico, da Universidade de São Paulo, aponta que a puberdade precoce central, onde o cérebro ativa o processo antes da hora, é a forma mais comum.

Além de fatores genéticos, como o gene MKRN3, a puberdade precoce pode estar relacionada a tumores cerebrais ou desreguladores endócrinos presentes no ambiente. Esses compostos químicos podem interferir na produção hormonal natural, levando a um desenvolvimento antecipado. A exposição a hormônios, como a testosterona, também pode ocorrer inadvertidamente em casa, através de géis utilizados por adultos.

Impactos Emocionais e Sociais

Os efeitos psicológicos da puberdade precoce são preocupantes. Crianças que passam por essas mudanças podem enfrentar desafios emocionais, como ansiedade e depressão, além de uma sexualização precoce. A psiquiatra Lívia Beraldo de Lima alerta que essas crianças podem lidar com questões de sexualidade sem o preparo emocional adequado, aumentando o risco de comportamentos arriscados.

Pesquisas indicam que meninas com puberdade precoce têm maior probabilidade de desenvolver problemas psiquiátricos e metabólicos. Além disso, a maturação óssea acelerada pode resultar em estatura final abaixo do esperado. O tratamento, quando necessário, pode incluir injeções que bloqueiam temporariamente o avanço da puberdade, mas é crucial que a intervenção ocorra apenas em casos diagnosticados.

Aumento de Casos

Após a pandemia, o número de casos de puberdade precoce aumentou significativamente, com especialistas observando uma tendência global. A endocrinologista Gabriela de Carvalho Kraemer ressalta que o aumento da obesidade infantil é um dos principais fatores associados a essa condição. O tecido adiposo produz hormônios que podem sinalizar ao cérebro o início do desenvolvimento reprodutivo.

Diante desse cenário, é fundamental que pais e responsáveis fiquem atentos aos sinais de puberdade precoce e busquem orientação médica. Exames hormonais e de imagem podem ajudar a identificar a causa e determinar o tratamento adequado. A conscientização sobre os riscos e a importância de um diagnóstico precoce são essenciais para garantir a saúde e o bem-estar das crianças.

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